Aula Sobre a Marca da Besta e o Chip de Implante
Por Joel
Timóteo Ramos Pereira
v.15, 16 – “E
faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja
posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa
comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta ou
o número do seu nome”
Introdução.
Na antiga dispensação, Deus exigia que todos os machos do povo de Israel
tivessem uma marca no seu corpo, a marca da circuncisão. Proibiu, também, que
fizessem qualquer outra marca (Lev,. 19:28). Na nova dispensação, há uma
marca, um selo espiritual: “havendo
também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” (Ef 1:3).
Ver outros exemplos em Gál. 6:17 e Ez. 9:4
No Apocalipse já outros exemplos de se receber uma marca especial:
1. Os 144.000 receberam uma marca na testa (7:1-8; 14:1-3)
2.
Os habitantes da Nova Jerusalém terão o Nome de Deus nas suas testas
para sempre (22:4)
O Falso Profeta, querendo imitar a obra do Espírito Santo, também,
experimentará levar todos os habitantes da terra a receberem a sua marca. Mas
todo o que a receber, “será atormentado
com fogo e enxofre” (14:10). Algo que parecerá insignificante é de trágica
e eterna consequência, sendo punido com o maior castigo da parte de Deus
(14:9-11). Isto porque receber essa marca significa aceitar o sistema satânico
contra Deus.
Neste versículo temos um outro aspecto das condições que
prevalecerão nos dias tenebrosos da última metade da 70ª semana de Daniel.
Será obrigatória a submissão à
vontade desta besta. Mencionam-se várias classes e, pelo que se lê, é fácil
observar que todos (de todas as nações, tribos e línguas) estarão sob o domínio
da Besta. O povo terá de submeter-se à sua vontade e quem recusar a obedecer
às suas imposições será morto.
O sinal, seja de
que natureza for,
§
na
mão direita, indica que o seu possuidor é um escravo activo da besta;
§
na testa, constitui o testemunho público de sujeição ao decreto. Em qualquer dos casos,
todos serão obrigados a reconhecer a supremacia absoluta da besta.
Todos terão de
pertencer a esta organização sob pena de serem privados dos meios necessários
à vida. As compras e vendas só poderão ser feitas pelos que tiverem a marca
especial. Será grande a tirania do homem sobre os seus semelhantes. Todo o
trabalho, comércio e bens mais indispensáveis (como água e comida) serão
negadas aos que, fieis a Deus e à verdade da Sua Palavra, se recusem submeter
às Bestas.

Hoje proliferam acordos internacionais que sujeitam os homens a
determinados princípios, incluindo regras que limitam a produção de um Estado
no seio da comunidade — assim sucede no âmbito da Comunidade Europeia. Todos
estes acordos e regras tendem a criar uma situação que, num dado momento,
facilitará a acção de satanás, cuja obra prima será uma tirania perversa e
simultânea no plano político, social e religioso.
O sinal, o nome
da besta e o número do seu
nome não são totalmente independentes, embora o versículo os
apresente sob a conjunção “ou”
mostrando haver possibilidade de opção.
Mas qualquer que seja a opção, a
origem é a mesma. O nome da besta não nos é revelado, mas o número (666)
corresponderá ao seu nome. Uma coisa é certa: quando surgirem tão nefastas
condições, Deus iluminará a inteligência dos seus santos que viverem na
terra e estes, assim iluminados, saberão qual o carácter da besta, do seu
sinal, do seu nome e do seu número.

v.17
e 18
“Para
que ninguém possa comprar ou vender, se não aquele que tiver o sinal, ou o
nome da besta ou o número do seu nome.
Aqui
há sabedoria: Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque
é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis”
Introdução:
Evidências do número 666 na sociedade actual:
Eis algumas listas de ocorrências do número 666, à escala mundial:
§
O nº de código do Banco Mundial é 666
§
Os cartões do Banco Mundial da Austrália ostentam o nº666
§
Foi atribuído aos novos cartões de crédito dos EUA o prefixo 666
§
Os sistemas de computador Olivetti P600 usam números de processamento
iniciando em 666
§
Algum calçado que circula no mercado comunitário europeu apresentam
colada interiormente uma etiqueta com 666
§
O número da Federal Government Medicaid Service Employees Division é 666
§
Diversos governos de Estado dos EUA estão a usar agora nos seus formulários
de compra o nº 666
§
O número 666 aparece na insígnia do “US Treasury Department, Internal
Revenue Service, Alcohol, Tobaco and Firearms”
§
As luvas fabricadas pela Boss Glove Company têm gravado 666
§
Tanques construídos pela Crysler Corporation para a força de segurança
secreta do presidente Carter ostentavam 666 lateralmente
§
Os cartões de crédito Telco da South Central Bell requerem o prefixo 666
seguido do número da segurança social da pessoa.
§
Recibos de computador por todos os EUA apresentam um nº de pontos
cinzentos rodeando o número 666
§
Quem quiser telefonar de Israel para o exterior marca o código 666
§
Em Jerusalém, os veículos cujos donos sejam árabes têm placas de matrícula
com o prefixo 666
§
O grupo de rock Black Sabath
publicou um álbum cujo nome é 666
O versículo 16 enuncia três caracteres distintos mas ligados entre si: o
sinal (marca), o nome
da besta e o número do seu
nome.
A marca da Besta está a
ser introduzida de uma forma encoberta na economia. Contar ou reconhecer o uso
aberto do número 666 não requer nenhuma habilidade ou capacidade especial. Mas
se houver uma utilização oculta,
secreta do 666, então já se requer sabedoria
e entendimento para percebê-lo.
Sabedoria
e Entendimento
a). O código
de barras
No seu livro The New Money System, Mary
Stewart Relf narra o trabalho que desenvolveu ao longo de anos para chegar a
compreender o significado evidente e oculto do código de barras. Eis as principais conclusões a que chegou:
§
O sistema de marcação código de
barras é, em primeiro lugar, um sistema de identificação e é, em segundo
lugar, uma codificação destes números de identificação para efeitos de compra
e venda.
§
A tecnologia do Código de barras aplicada, primeiro, nos produtos e, mais
tarde, nos cartões de crédito e de débito, será o principal instrumento na
futura cash-less society (sociedade
sem dinheiro)
§
A fusão da identificação pessoal
com o direito de comprar e vender num
impulso electrónico, oferece a um regime político, que queira utilizá-lo, um
meio terrível de exercer controlo sobre a vida de qualquer pessoa.
Na actualidade é perfeitamente
normal e familiar para nós o código de
barras existente em todos os produtos do supermercado, desde o mais ínfimo
produto ao mais complexo (v.g. automóvel). Quando um cliente chega à “caixa” o funcionário já não tem de extrair o preço da
etiqueta do artigo, pois o preço inexiste no mesmo, tendo sido substituído
pelo código de barras que é passado por uma zona de feixes raios
laser que procede à leitura do código, o remete a um computador central
que, reconhecendo a identificação da barras, fornece o respectivo valor.
Os números que aparecem
sob o código de barras indicam o país de origem, o nome do fabricante e o
artigo a que se refere. Tem a vantagem de acelerar o processo de verificação e
pagamento, acabando com eventuais erros humanos, fornecendo um controlo sobre tudo o que se compra e se vende
Actualmente, já existem equipamentos que obedecem a um padrão omnidireccional e que são capazes de localizar e ler códigos de barras invisíveis, estando prevista a sua implementação a breve prazo nos produtos — a saber, a impressão mediante uma pistola laser do código de barras invisível directamente nos diversos produtos.
* mais
elementos sobre o código de barras – ver anexo
b). Cartões
de Crédito (visa, mondex ...)
Já há cartões de crédito,
que apresentam uma barra sensibilizada, constante dos mesmos, com capacidade de
informação até 5 milhões de bits ou o equivalente a 10.000 palavras. Ao
entregar-se um cartão de crédito ou de débito, fica imediatamente gravado no
servidor o local em que a pessoa se
encontra, a hora e os produtos que se
comprou. Desta forma, é possível conhecer o percurso que uma pessoa faça, os
locais onde esteve, assim como as suas preferências.
Contudo, os governos dos diversos estados do mundo, particularmente os da União Europeia, estão a considerar a criar um cartão de identificação único (chamado cartão multi-uso), correspondente ao bilhete de identidade, carta de condução, cartão de segurança social, número de contribuinte, cartão de débito e de crédito, onde fiquem registados todos os elementos fundamentais da vida de uma pessoa. Em Portugal esse processo já começou com a emissão de um cartão de assistência na saúde, onde podem ser inscritas automaticamente algumas informações sobre a própria saúde da pessoa (tipo de sangue, doenças que exigem tratamento de urgência) além dos elementos de identificação principais (nome, filiação, residência, naturalidade, telefone, nº e sistema de segurança social, entre outros).
mais
elementos sobre o cartão mondex – em anexo
c). A
Sociedade sem Dinheiro
Cada vez mais esta é uma
cashless society (sociedade sem
dinheiro):
§
o salário é depositado numa conta bancária;
§
as despesas domésticas são pagas via transferência bancária;
§
as compras são pagas por cartão de débito ou cartão de crédito;
§
as compras de maior montante, são pagas por cheque, letra ou livrança
– todos meros documentos cambiários
Em todos estes casos, a
pessoa não chega a “ver o dinheiro”, o qual se transformou num mero número
com lançamentos contabilísticos a débito e a crédito na conta bancária. E
os estados têm promovido esta sociedade sem dinheiro porque esse sistema põe
todo o controlo das transacções nas mãos do Estado.
— “E deu-se-lhe poder
(controlo) sobre toda a tribo, e língua e nação” (Ap. 13:7). Toda a espécie
de abusos cometidos ficam registados numa grande base de dados nacional e
internacional que podem ser usadas para todos os fins (v.g., se a pessoa tem crédito).
John Reynalds, presidente da
Associação Interbank Card (MasterCard)
disse em 1979: “o volume das transacções tem-se tornado de tal forma enorme
que a transferência por impulsos electrónicos, à velocidade de milhares de
bits por segundo, é a nova necessidade, o novo sistema para a transferencia
mundial de valores”. Isto já é realidade nos nossos dias.
d). A
tecnologia ao serviço do sistema mundial
Actualmente:
§
É tecnicamente possível registar todas as conversas telefónicas, pondo
fim à privacidade que o telefone tem servido.
§
A nova geração de telemóveis permitirá a consulta de saldos bancários,
efectuar transacções, aceder à Internet, visualizar em tempo real o local
onde a pessoa com quem se quer contactar está ... terminando também a sua
privacidade.
§
A televisão por cabo (mediante fibras ópticas) permite a visualização
por parte de quem emite o sinal, do que se passa na privacidade de cada lar;
§
Existem câmaras de vídeo instaladas em todos os lugares — nas
auto-estradas, nos centros e
estabelecimentos comerciais, nas instituições do Estado, nas estações de
Metro, comboios ... permitindo controlar todos os gestos das pessoas.
§
Sob a acção de infravermelhos consegue-se ler o texto escrito em papeis
queimados
§
Os forward looking infrared
(raios infravermelhos projectados) permitem visualizar através das mais densas
trevas ou obstáculos; através do nevoeiro, nuvens, terra e madeira. Não há
forma de escapar ao seu olho penetrante. Eles permitem ver o nível de óleo
dentro de tanques de aço, vítimas de naufrágio a quilómetros de distância,
alces a pastar à noite, intrusos em armazéns escuros, além das inúmeras
aplicações militares.
§
Os computadores ligados entre si por redes, intranet’s e internet, permitem o acesso imediato a qualquer
informação, permitindo também a realização de transacções comerciais ou
bancárias e uma mais rápida comunicação, mediante correio electrónico ou chat
(por escrito, por via sonora ou por vídeo) em tempo real.
e).
Finalmente, um chip a ser introduzido no corpo humano
No sentido de evitar a fraude e
permitir uma identificação absolutamente irrefutável, foi já criado um
micro-chip cujo destino final é ser introduzido
no corpo humano, alegadamente na mão direita ou na testa, mesmo debaixo
da pele para identificação electrónica.
“A MOTOROLA é que está produzindo o microchips para o
MONDEX SMARTCARD que desenvolveu vários implantes em humanos usando o
bio-chips. O chip BT952000 foi criado por Dr. Carl Sanders que foi orientado em
17 reuniões da Nova Ordem Mundial para que se pudesse ser desenvolvido um
dispositivo para uso global para identificação de humanos para o propósito do
comércio económico global. O bio-chip mede 7mm de comprimento e 0.75mm em
largura, mais ou menos o tamanho de um grão de arroz. Contém um transponder e
uma bateria de lithium recarregável. A bateria é carregada por um circuito de
thermo-par que produz voltagem de flutuações com a temperatura do corpo. Eles
gastaram mais de 1.5 milhões de dólares nos estudos para saber o melhor local
para colocar este biochip no corpo humano. Eles só acharam dois lugares
satisfatórios e eficientes - a TESTA, de baixo do couro cabeludo, e a parte de
trás da mão, especificamente a MÃO DIREITA”
* mais
elementos sobre o “bio-chip” – ver doc. anexo
v.17
e 18
“Para
que ninguém possa comprar ou vender, se não aquele que tiver o sinal, ou o
nome da besta ou o número do seu nome.
Aqui
há sabedoria: Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque
é o número de um homem, e o seu número é seiscentos
e sessenta e seis”
O
Significado bíblico do número 666
1.
O contraste com o 888
Pensemos inicialmente no valor numérico das palavras Jesus
Cristo, em grego, a linguagem do Novo Testamento, que é 888.
§
Cristo não foi somente um homem perfeito, pois então teria o número
777. Ele é mais: Ele é a vida e a ressurreição: 888.
§
O número da ressurreição e da nova vida é 888.
§
Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana, mas o primeiro dia é também
o oitavo dia.
§
Noé e a sua família passaram incólumes pelo juízo do dilúvio. Eles
eram oito pessoas (2Pe. 2:5) e tornaram-se os fundadores de uma nova geração-
§
David, que representava o Messias, era o oitavo filho de Jessé (1Sm
16:10-13).
§
Se considerarmos que o Senhor virá em breve, será no oitavo milénio após a criação do homem, que Deus vai criar novos
céus e nova terra.
Ou
seja, o número de Jesus Cristo — 888 — está em oposição ao número da
besta 666.
2.
O número 666 na Bíblia
1. O 666º versículo do Novo Testamento é Mateus 20:18 e traz o terceiro anúncio de sofrimentos com as palavras: “Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais dos sacerdotes e aos escribas e eles o condenarão à morte”.
2. Em Esdras 2:13 está escrito: “Os filhos de Adonicão (que é o senhor dos meus inimigos”, seiscentos e sessenta e seis”. O anticristo proclamar-se-á a si mesmo como cabeça e senhor do mundo, inimigo de Cristo.
3. Está escrito em Gn 1:2 “havia trevas sobre a face do abismo” e no v.4 “e Deus fez separação entre a luz e as trevas”. Por duas vezes são citadas as trevas. O valor numérico de “trevas” é 333. Duas vezes 333 é 666: ou seja, trevas duplamente.
4. Um dos espias que sublevou o povo de Israel à incredulidade, Setur (cujo significado é o que oculta) é citado em Números 13:13 e o valor numérico do seu nome é precisamente 666.
5. A palavra “apostasia” tem também o valor numérico 666. E essa apostasia foi claramente protagonizada por Salomão, quando este em oposição à ordem de Deus de Deut. 17:14-17 não somente ajuntou grande quantidade de cavalos e mulheres, mas também recolhia anualmente 666 talentos de ouro – 1Reis 10:14 e 2Crónicas 9:13
6.
Os capítulos de maldição de Deut. 27 e 28 contêm 18 (6+6+6) vezes a
palavra azur (=maldição), de valor
numérico 407, o que totaliza 7326 (11 x 666).
7. Nabudoconosor, que fez idolatras e adorar a si mesmo, fez uma imagem de ouro com 60 côvados e largura de 6 côvados (Dn 3:1).
8.
A descrição dos últimos dias em 2 Timóteo 3:1-5 apresenta dezoito
(6+6+6) características:
§
6: egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores,
desobedientes aos pais;
§
6: ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem
domínio de si;
§
6: cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, antes
inimigos dos prazeres que de Deus
3.
A interpretação linguística do número 666
Aqui há
sabedoria: Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o
número de um homem, e o seu número é seiscentos
e sessenta e seis”
Pelo versículo até parece que João apresenta um enigma para
“desafiar” as pessoas a descobrir a identidade da besta, pois quando começar
a Grande Tribulação, não se perguntará pela sua identidade, pois ela estará
patente aos olhos de todos.
Ou seja, o Senhor revela intencionalmente esse ponto de referência para
todos os crentes antes do arrebatamento da Igreja e do início da Grande Tribulação.
Qual o objectivo dessa revelação, sob a forma de um enigma, sabendo que a
Igreja será arrebatada antes que a
besta assuma o poder ? Qual o interesse disso para nós ? Somente para satisfazer a curiosidade e estimular
discussões a esse respeito ? Certamente que não. Mas se o Senhor queria mesmo
que as pessoas soubessem quem é a besta, por que não citou expressamente o seu
nome ? (afinal, Josias e Ciro, por exemplo, tiveram os seus nomes revelados
profeticamente muito tempo antes de nascerem – cfr. 1Re 13:2, 2Re 23:16; Is.
44:28 e 45:4 e Esdras 1:1-4).
Cremos que a resposta a essa pergunta é porque certamente a besta
chegará ao poder de forma paulatina, aos poucos, e é necessário que os
crentes do início da Grande Tribulação de imediato se apercebam de quem se
trata, dado que ele será como os falsos profetas que operam “grandes sinais e
prodígios para enganar, se possível os próprios eleitos” (Mt.24:24) e terá
também grande influência sobre os crentes.
Por outro lado, Deus revela somente os seus mistérios àqueles que amam a
Sua Palavra e a cumprem. Isso é dito claramente em Pv. 2:1-6. Assim, é necessário
sabedoria para conhecer de quem se
trata e essa sabedoria não será humana,
mas discernir-se-á, certamente, por acção do próprio Senhor.
O apelo à sabedoria é reforçado nas últimas palavras de Daniel 12:10: “os
perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios
entenderão”. Isto significa que apenas
os crentes (da grande tribulação) se aperceberão do carácter da besta,
da sua marca e do seu número e, por isso, rejeitá-lo-ão, com o risco da sua
própria vida.
O Senhor quer que os seus filhos conheçam a identidade do homem da
iniquidade (2Ts 2:3), mas isso somente é possível, com fé incondicional da
Sua Palavra, a disposição de a cumprir e a obediência à mesma. Somente tais
pessoas reconhecerão a identidade da besta ¾ “aqui
há sabedoria”.
Para esse efeito, é fornecido um ponto de referência: “calcule
o número da besta”.
De que número se trata ?
A resposta é dada logo de imediato: “porque
é número de um homem”.
Trata-se de um homem, que tem um
nome, sabendo que esse nome tem um número.
Como se pode ler um nome de homem em números ? Na língua portuguesa,
inglesa, alemã ou francesa, essa ordem seria absurda, mas não em hebraico ou
grego. Nestas línguas, são utilizados símbolos idênticos para letras do
alfabeto e algarismos. O mesmo encontramos, ainda que apenas parcialmente, na língua
latina: V=5; X=10; L=50; C=100; M=1000, etc.
Como o livro do Apocalipse foi escrito na Grécia, em grego, é de supor
que essa ordem também foi expressa em língua grega. E no grego, cada letra tem
um número correspondente, de forma que cada palavra passa a ter um valor numérico,
conforme a soma dos números.
Por exemplo, alfa=1; beta=2;
epsilon=5; iota=10; omicron=70;
rho=100; tau=300
Existem muitos nomes com o valor numérico 666 mas somente um é o anticristo. Por exemplo, o nome Lyndon
B Johnson, escrito em grego, resulta no número 666, mas ele não era o
anticristo. Somente essa identificação não é um teste seguro.
O número 666 em si mesmo já é significativo. Este número tem a
interessante característica de ser a soma dos primeiros 36 números
(1+2+3+4+....+36). Também é notável que João utiliza 36 vezes a palavra besta
no Apocalipse, para falar do anticristo.
A Bíblia também não diz qual será
a marca ou sinal
que será usado. Contudo, muitas pessoas serão marcadas com o seu nome, o seu
sinal e com o número do seu nome.