Reflexões sobre a cronologia da vinda de Jesus

Arrebatamento, grande Tribulação, dia do Senhor, 3ª guerra mundial, Anticristo, Selos, Trombetas, Taças.

Última revisão 02.07.2008

João relata: "E vi, ao romper o sexto selo, e eis aconteceu um grande terremoto, e o Sol se tornou preto como um saco de crina, e a Lua tornou-se como sangue E as estrelas do céu caíram sobre a Terra" Apoc. 6:12b-13a, e conclui a visão do sexto Selo com "E dizem" (os moradores incrédulos da terra) "aos montes e aos penhascos: "Caiam sobre nós e escondam-nos do rosto daquele que se assenta sobre o trono, e da ira do Cordeiro! Porque chegou o grande dia da ira dele, e quem poderá subsistir?" Apoc.7:16-17

"Mas, imediatamente após a tribulação daqueles dias, o Sol será obscurecido, e a Lua não dará a sua claridade, e as estrelas cairão do céu, e os poderes dos céus serão abalados." Mat. 24:29. Não há dúvidas, Mateus relata este mesmo acontecimento e nos dá a informação adicional, o evento que o antecede: "A tribulação daqueles dias." Mas que tribulação é esta? Mateus também não nos deixa desinformado a este respeito: "Porque haverá então tão grande tribulação, como nunca houve, desde o princípio do mundo até então, nem nunca jamais haverá." Mat.24:21. Se não houve anteriormente nem haverá posteriormente tribulação tão grande como esta então ela merece o nome “a Tribulação, a grande” ou “a grande Tribulação”. Pelo fato de a "assinatura" do início do Dia do Senhor "o Sol será obscurecido, e a Lua não dará a sua claridade, e as estrelas cairão do céu, e os poderes dos céus serão abalados" acontecer "imediatamente após a tribulação daqueles dias" deixa bem claro que a grande Tribulação e o Dia do Senhor são dois acontecimentos distintos. A grande Tribulação, portanto, não é o dia da ira do Cordeiro, o Dia do Senhor, e o Dia do Senhor não é a grande Tribulação. Estes são acontecimentos separados e que se seguem um ao outro. Não são acontecimentos paralelos.

A grande Tribulação é o período de estraçalhamento do poder do povo santo, e que durará, conforme Daniel 12:7, três anos e meio, igual ao período de reinado da besta. Apoc. 13:5

Portanto, interpretações que mantém que a grande Tribulação e o dia do Senhor é a mesma coisa, que a grande Tribulação tem duração de 7 anos e que o arrebatamento será antes do período da grande Tribulação precisam ser revistas.

Introdução

"(Os profetas) indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, ..." I. Pe.1:11a

Em 1962 eu ouvi, pela primeira vez, uma interpretação do Apocalipse. O tema me cativou desde aquela época. Em questões de tempos finais e o retorno glorioso do Senhor Jesus Cristo, o pregador desta apresentação era, na época, à nível mundial, o mais renomado da denominação.

Me lembro ainda muito bem quando ele, falando da marca da besta, apontou seu dedo indicador para a sua cabeça e falou: "Não se pode esperar que uma pessoa pensante acredite que a marca da besta será literalmente afixada sobre a mão ou sobre a testa. Isto é linguagem figurada." Hoje sabemos melhor e rimos desta afirmação. Por quê? Daniel nos dá a resposta: "E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará." Dan. 12:4

As palavras eram, ou estarão, fechadas, até ao fim do tempo. Um dia o saber também sobre esse assunto se multiplicará. É um entendimento em progressão. Pelo que se infere das afirmações do Anjo a Daniel, o saber será multiplicado somente no fim do tempo quando, então, a palavra será entendida corretamente. Caso as nossas interpretações são baseadas sobre os entendimentos da geração que não pertence à última, corremos o risco de serem necessariamente erradas, como o caso do pregador em 1962, porque o saber está selado até ao fim. A culpa não é do pregador do passado. O problema está em engessar a interpretação e achar que quando se muda de opinião sobre a seqüência destes acontecimentos se está comprometendo a sua reputação e credibilidade nas suas demais pregações. Isto, em parte, é verdade caso se pregue sobre estes acontecimentos como com a autoridade de se pregar o evangelho, por exemplo, e não exegese própria; e muitos assim o fazem. Creio eu, que pelo exposto por Daniel, devemos alertar aos ouvintes de que se trata de entendimento em desenvolvimento e não da verdade revelada. É assim que eu gostaria que o prezado leitor olhasse a minha exposição neste artigo. Permito-me a liberdade de revisar estas minha reflexão sobre a vinda de Cristo tantas e quantas vezes necessário for.

Eu não estou me referindo a pesquisar e revisar se vai haver o arrebatamento, o retorno de Cristo, o milênio, o tribunal de Cristo, o juízo final, etc. porém, da forma como os profetas da antiguidade "indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, ..." I. Pe.1:11a.

Por outro lado, o esquadrinhamento deve contemplar o proferido pelo profeta Isaías: "Buscai no livro do SENHOR e lede; nenhuma dessas coisas falhará, a nenhuma palavra faltará o seu cumprimento" Is.34:16a

E este era exatamente o meu dilema e o que me motivou a indagar, a comparar e a pesquisar. Nas interpretações mais difundidas, uma ou outra coisa falta ou conflita. Nessas interpretações se é obrigado a desconversar, por exemplo, entre outras, a referência à última trombeta em I. Coríntios 15:52, porque não se encaixa na seqüência dessa escatologia. Se, porém, esta afirmação não tivesse nenhuma ligação com alguma referida última trombeta nas escrituras, esta informação "última" não poderia satisfazer "nenhuma dessas coisas falhará", ela não teria referência e conseqüentemente sem poder se cumprir.

Eu concluí: A interpretação correta deve, forçosamente, satisfazer à totalidade das afirmações proféticas e não deve faltar uma.

Bênção                                  

Muitos consideram que o tema é divisivo e por esse motivo deveria ser evitado. Deve haver algum problema nesta atitude porque a Bíblia chama o ouvir, ler e guardar destas palavras uma bênção. Apoc. 1:3. O que eu tenho encontrado na raiz desta aversão é que esta pessoa já tem uma posição pré-estabelecida e não estão mais dispostas a reconsiderarem, e, se necessário for, mudarem o seu ponto de vista. Um destes queridos irmãos nos EEUU chegou até a me ameaçar afirmando que eu não receberia a coroa da vida, que segundo ele, receberão aqueles que amam a sua vinda, a vinda de Cristo, só porque eu não concordava com o cronograma dele com respeito ao arrebatamento. Este versículo, na realidade, não existe desta forma na Bíblia: Tg 1:12b “receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam.” O "a sua vinda" não faz parte do mesmo, mas, o que não se está disposto a fazer para ganhar um argumento?

O Risco da interpretação errada.

Os discípulos andaram com Jesus quase três anos inteiros e só assimilaram as referências sobre a glória do Filho do Homem. As repetidas vezes que Jesus anunciou seu sofrimento e morte bateu em ouvidos surdos. Isso chegou ao cúmulo quando a mãe dos irmãos Tiago e João, chamados Boanerges, isto é: filhos do trovão, pediu "Conceda que estes meus dois filhos se assentem, um à sua direita, e o outro à sua esquerda, no seu reino". Mat.20:21. E no versículo seguinte "Jesus, porém, respondendo, disse: "Vocês não sabem o que pedem. Vocês podem beber do cálice do qual eu estou prestes a beber, e serem batizados com o batismo com o qual eu serei batizado?"" isto é: acompanhá-lo na sua morte. Eles não entendem e respondem ingenuamente "podemos". Jesus não os contesta, porém lhes diz: "De fato vocês beberão do meu cálice, e serão batizados com o batismo com o qual estou sendo batizado, mas de assentar-se à minha direita e à minha esquerda não me compete conceder, contudo para os que foi preparado pelo meu Pai." Luc. 24:21

Pressinto esta "pressão" na interpretação corrente dos tempos finais “medo de sofrer na grande Tribulação” força a interpretação para que o arrebatamento aconteça antes da mesma. Tipo, nós iremos numa boa, sem perseguição e sofrimento, para a glória celestial.

Esta expectativa, eu a considera errada, com relação ao futuro da igreja, temo eu, pode ter devastadoras conseqüências para a igreja dos tempos finais, bem mais sérias do que no tempo de Jesus e dos apóstolos caso as interpretações tradicionais estão erradas.

Os Tessalonicenses passaram por uma decepção destas. Eles não tinham prestado a devida atenção às pregações de Paulo e achavam que o Dia do Senhor já estava em transcurso e eles não foram arrebatados. Isto, temo eu, está prestes a se repetir novamente com a igreja e pode levar a muitos abandonarem a fé cristã. Mais tarde, mais sobre este assunto.

Como entender o livro do Apocalipse?

Muitos o consideram cronológico. Interpretam de "Escreva o que tem visto, e o que é, e o que ocorrerá depois disto", Apoc.1:19, como sendo a igreja aquilo que "é" e o demais "ocorrerá depois disto", isto é, depois do arrebatamento da igreja. Soa muito lógico, mas é uma pré-suposição, uma tese, na base de toda a interpretação. Nós vamos analisar o sentido desta afirmação mais para frente, ao invés de usá-la como ponto de partida de toda a interpretação, e, então, lhe dar o sentido apropriado baseado na conclusão do contexto bíblico. Se esta interpretação categórica inicial está errada toda a interpretação que se segue também será errada. Outra interpretação associada a esta é a solicitação do Anjo a João: "Suba para cá, e lhe mostrarei o que deve acontecer depois disto". Apoc. 4:1. Bem, nesta afirmação depende o que se interpreta por "(d)isto)": As setes igrejas da época ou, as igrejas de todos os tempos? Na raiz desta interpretação está, novamente, outra interpretação que afirma que as cartas às sete igrejas se referem a todas as igrejas de todos os tempos então se conclui que "o que deve acontecer depois disto" se refere ao período após a igreja, após o arrebatamento. Repito, se uma destas interpretações não corresponde toda a interpretação decorrente é falha.

No mais, depois de ser dito a João "suba aqui" que é interpretado como o arrebatamento, ele se encontra, nove capítulos para frente, na praia aqui na Terra "e parei sobre a areia do mar, e vi surgir do mar uma besta-fera" Apoc.13:1 Ele caiu do céu? Não. Ele foi solicitado subir ao céu para testemunhar o que acontece lá e depois ele foi levado à praia para ver o que acontece aqui na terra. Só isso. Outro ponto assumido, principalmente, devido aos pontos anteriores, é a cronologia do relato do Apocalipse. Muitos mantém que o relato do Apocalipse é cronológico. Mas o Apocalipse é de fato cronológico?                

A besta ocorre nos seguintes capítulos 11:7, e 12:3, e 13:1, e 17:3. No capítulo 13 João afirma que cinco cabeças desta mesma besta já caíram antes da época dele, uma estava na época dele, portanto, dentro do período da própria igreja da época, e a outra cabeça ainda está por vir. Então o Apocalipse não é, novamente, "o que deve acontecer depois disto".

O lagar é pisado nos capítulos e versículos 14:20 e 19:15.

A Vinda de Jesus é relatada várias vezes entre estes acontecimentos, no versículo 14:1 onde ele está no monte santo com os 144 mil, no versículo 14:14 onde ele está nas nuvens e nos versículos 19:11 e 19 aonde ele vem do céu sobre um cavalo.

O livro do Apocalipse não é, portanto, cronológico, mas, de certa forma, progressivo. Ele é como um mosaico de relatos sobrepostos, como escamas de peixe, relatando de diferentes pontos de observação ou aspectos do cenário e avançando no tempo. Algumas "escamas" retrocedem na história; a da besta de sete cabeças e dez chifres, até o tempo da torre de Babel, e então avançam além da nossa época atual, nos revelando acontecimentos futuros.

No mais, não é só o Apocalipse que nos relata sobre acontecimentos futuros e sim muitos outros livros da Bíblia também, entre os quais se destacam Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, Joel, Zacarias, Malaquias, Mateus, Marcos, Lucas, as duas cartas aos Tessalonicenses e a segunda carta de Pedro. O conjunto do relato escatológico destes livros talvez supera a extensão do relato do próprio livro de Apocalipse. Todas as afirmações constantes nestes livros citados, e outros mais, também precisam ser satisfeitas simultaneamente para a interpretação ser correta.

Por este motivo eu desmontei o meu "puzzle", o meu mosaico escatológico, várias vezes, reavaliando peça por peça e procurando cuidadosamente pelo lugar correto de cada uma. O meu quadro sofreu mudanças durante este processo. O problema com a escatologia é que muitas peças parecem ter formato e cor idênticos, e o processo então se compara com aquele quebra cabeças em forma de tabuleiro onde cada coluna e linha deve somar um mesmo número sem repetir os números nos quadrados do tabuleiro, isto é, para satisfazer a soma de cada linha e coluna só há uma solução possível. O mesmo deve se aplicar para a escatologia, eu supus: existe uma, e somente uma, interpretação correta, e ela é tecnicamente perfeita, quer dizer, satisfaz todas as afirmações escatológicas. Isto eu pretendo ter atingido em termos gerais na apresentação abaixo. Para acompanhar a exposição se necessita apenas conhecer bem as passagens bíblicas e não ter uma formação teológica especial para tirar suas conclusões próprias. Não se necessita possuir treinamento teológico especial para verificar por conta própria se o aqui exposto procede, no entanto um bom conhecimento bíblico é indispensável.

Como eu não tinha me comprometido cronologicamente com o Apocalipse eu não era obrigado a começar por um "começo". Eu procedi como no puzzle ou no tabuleiro dos números: procurar por um "gancho" de partida, o fio da meada, um ponto em comum, uma correlação de formas e cores, de eventos entre os diversos livros com conteúdo escatológico, para correlacionar os acontecimentos.

O Dia do Senhor

Um dos primeiro assuntos que saltou à minha vista foi o acontecimento que marca o início do Dia do Senhor. João relata: "E vi, ao romper o sexto selo, e eis aconteceu um grande terremoto, e o Sol se tornou preto como um saco de crina, e a Lua tornou-se como sangue E as estrelas do céu caíram sobre a Terra" Apoc. 6:12b-13a, e conclui a visão do sexto Selo com "E dizem" (os moradores incrédulos da terra) "aos montes e aos penhascos: "Caiam sobre nós e escondam-nos do rosto daquele que se assenta sobre o trono, e da ira do Cordeiro! Porque chegou o grande dia da ira dele, e quem poderá subsistir?" Apoc.7:16-17

Como de supetão, o mundo incrédulo inteiro, que hoje afirma não conhecer o Senhor Jesus, sabe, instantaneamente, a origem dos acontecimentos, e os identifica por "a ira do Cordeiro! Porque chegou o grande dia da ira dele". Este, então, é, inconfundivelmente, o Dia do Senhor, o mesmo que o Dia de Cristo, porque é, conforme o versículo acima, o dia da ira dele. A marca do seu início é: "o Sol se tornou preto como um saco de silício, e a Lua tornou-se como sangue, as estrelas do céu caíram sobre a Terra" Apoc.6:12b-13a. Isto é uma identificação, uma "assinatura" clara do início do Dia do Senhor, que até os incrédulos vão saber.

Há várias citações mais em outros livros da Bíblia sobre este mesmo dia, mas vamos verificar apenas uma delas: "Mas, imediatamente após a tribulação daqueles dias, o Sol será obscurecido, e a Lua não dará a sua claridade, e as estrelas cairão do céu, e os poderes dos céus serão abalados." Mat. 24:29. Não há dúvidas, Mateus relata este mesmo acontecimento e nos dá a informação adicional, o evento que o antecede: "A tribulação daqueles dias." Mas que tribulação é esta? Mateus também não nos deixa desinformado a este respeito: "Porque haverá então tão grande tribulação, como nunca houve, desde o princípio do mundo até então, nem nunca jamais haverá." Mat.24:21. Se não houve anteriormente nem haverá posteriormente tribulação tão grande como esta então ela merece o nome “a Tribulação, a grande” ou “a grande Tribulação”. Pelo fato de a "assinatura" do início do Dia do Senhor "o Sol será obscurecido, e a Lua não dará a sua claridade, e as estrelas cairão do céu, e os poderes dos céus serão abalados" acontecer "imediatamente após a tribulação daqueles dias" deixa bem claro que a grande Tribulação e o Dia do Senhor são dois acontecimentos distintos. A grande Tribulação, portanto, não é o dia da ira do Cordeiro, o Dia do Senhor, e o Dia do Senhor não é a grande Tribulação. Estes são acontecimentos separados e que se seguem um ao outro. Não são acontecimentos paralelos.

A grande Tribulação é o período de estraçalhamento do poder do povo santo, e que durará, conforme Daniel 12:7, três anos e meio, igual ao período de reinado da besta, e o Dia do Senhor é a resposta de Deus a este massacre e é também o acontecimento que vai abreviar a destruição do povo santo daqueles dias, Mateus 24:22, caso contrário nenhuma carne, nenhum judeu sobreviveria.

A grande Tribulação é obra dos homens, o Dia do Senhor é causado por Deus.

Mas há outros relatos sobre os acontecimentos nesta tribulação: "Estes são os que têm saído da tribulação, a grande e lavaram as suas estolas, e alvejaram as suas estolas no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do Trono de Deus." Apoc.7:14b-15a.

Quem são estes? Os mártires da Tribulação, a grande, como alguns intérpretes querem afirmar? Não há citação de que eles foram decapitados ou degolados. Os decapitados estão, segundo o quinto selo, debaixo do altar. Aproveitando a citação deles, note que estão sem estolas brancas porque estas lhes foram dadas neste momento. Seriam estes os judeus mártires da grande Tribulação? Parece uma possibilidade. Eles devem ter aguardado a vinda do Messias como os santos do velho testamento e terem sido salvo da mesma forma: olhando para a salvação futura do cordeiro de Deus. Sem conhecimento, ou reconhecimento, na realidade, a salvação já se encontrava no seu passado.

A grande multidão, pelo contrário, saiu (também) da grande Tribulação, mas não está debaixo do altar e sim diante do trono de Deus. Não há relato sobre a morte destes da grande multidão. Como chegaram da grande Tribulação ao céu sem morrerem? Jesus nos dá uma dica: "Vigiem, pois, a todo o tempo, implorando para serem considerados dignos de escapar de tudo isso que há de suceder, e comparecer diante do Filho do Homem". Luc.21:36 "Por isso estão diante do Trono de Deus" de Apoc. 7:9; e "Comparecer diante do Filho do Homem" de Luc.21:36 parecem tratar do mesmo acontecimento. Mas, segundo Lucas, escapar do que? Se retrocedermos no mesmo capítulo do texto de Lucas vamos encontrar, no seu relato, a mudança da época da destruição de Jerusalém, e suas conseqüências, no ano 70 A.D., no versículo 24: "E cairão ao fio da espada, e serão levados cativos para todos os povos. E Jerusalém será pisoteada pelos povos até se cumprirem os tempos dos povos.", para eventos futuros no versículo 25: "E haverá sinais no Sol, e na Lua, e nas estrelas" que é inconfundivelmente o Dia do Senhor. Jesus, em Lucas 21:36, portanto, nos exorta como escapar do Dia do Senhor, mas não da grande Tribulação e também não da morte.

Pedro corrobora as palavras de Jesus ao nos exortar: "Aguardando e almejando a vinda do Dia de Deus". 2.Pe.3:12a. Porque Pedro não nos exorta a aguardar e almejar o arrebatamento?

(A continuação de Pedro "por causa do qual os céus incendiados serão desintegrados, e os rudimentos são dissolvidos com intenso calor" parece pertencer aos acontecimentos do fim do Milênio da forma como no dia de Pentecostes Pedro incluiu nos acontecimentos do dia, acontecimentos do dia do Senhor. Ap. 2:19 u. 20).

Note porque Pedro não nos exorta a aguardar o arrebatamento: "Comiam, bebiam, casavam, e eram dados em casamento, até ao dia em que Noé entrou na Arca, e veio o Dilúvio e destruiu a todos. Semelhantemente também como aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, construíam, mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu fogo e enxofre do Céu, e destruiu a todos. Assim também será no Dia em que o Filho do Homem for revelado." Luc. 17:27-30. Atente para as expressões "até ao dia que Noé entrou na Arca" e "no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu fogo e enxofre do Céu", "Assim também será no Dia em que o Filho do Homem for revelado", e este dia é, como já vimos, o dia da ira de Deus e do Cordeiro. E para se cumprir tudo o que foi profetizado, o arrebatamento deve acontecer no início do primeiro dia da ira de Deus. Por este motivo Pedro nos exorta a aguardar o dia da ira de Deus porque neste mesmo dia seremos arrebatados. Desejar o Dia do Senhor é desejar o arrebatamento. Is.34:16a. Lemos deste acontecimento, do arrebatamento, na carta de Paulo aos Coríntios: "Num instante, num piscar de olhos, por ocasião da última trombeta. I. Cor.15:52a.

 

Aos Israelitas era proibido desejar o Dia do Senhor, Amós 5:18, a nós, porém, não. Porque para eles o Dia do Senhor é um dia que eles perceberão e sofrerão aqui na Terra, mas para nós, como igreja, é o dia da vitória, o escapar deste "vale de sofrimentos". Lembre-se das palavras de Deus a Isaías: "nenhuma dessas coisas falhará, a nenhuma palavra faltará o seu cumprimento".

O que acontece à 7a trombeta? "E o sétimo anjo tocou, e houve fortes vozes no Céu, dizendo: "Os reinos deste mundo têm se tornado de nosso Senhor e de seu Cristo, e ele reinará pelas eras das eras". Apoc. 11:15. Se o arrebatamento ocorre por ocasião da última trombeta é porque as seis primeiras já soaram e durante estas a igreja permaneceu aqui na terra. Este é o período da Tribulação, a grande, a destruição do poder do povo santo, do qual nos relata Daniel "E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a sua mão direita e a sua mão esquerda ao céu e jurou, por aquele que vive eternamente, que depois de um tempo, de tempos e metade de um tempo, e quando tiverem acabado de destruir o poder do povo santo, todas essas coisas serão cumpridas." Dan.12:7. Portanto, a Tribulação, a grande, dura três 1/2 anos.

Pelo fato de que a grande Tribulação não ser o dia do juízo de Deus, i.é, o Dia do Senhor, não há base teológica para argumentar que a igreja não mais pode estar na Terra.

Muitos mantém que os Tessalonicenses criam já se encontrar na grande Tribulação e pensavam, por este motivo, que haviam sido deixados para trás no arrebatamento. Os próprios Tessalonicenses, no entanto, criam ter sido deixados para trás por ter começado o que? A grande Tribulação, ou o Dia do Senhor? Pedro nos exorta a aguardar, almejar, o Dia do Senhor. O que os Tessalonicenses pensaram no que estavam vivendo? Muitos traduzem II. Tess.2:22 "como se o Dia de Cristo estivesse já perto." Portanto, segundo estas traduções os Tessalonicenses pensavam que já estavam vivendo na grande Tribulação e que em breve experimentariam o terrível Dia do Senhor. Com isto estaria demonstrado que o arrebatamento aconteceria antes da grande Tribulação. Traduções mais precisas deste versículo, no entanto, lêem: "como se o Dia de Cristo já tivesse chegado", quer dizer: em curso. Os Tessalonicenses criam já estarem experimentando o Dia do Senhor, do qual Jesus os tinha dito: "Vigiem, pois, a todo o tempo, implorando para serem considerados dignos de escapar de tudo isso que há de suceder, e comparecer diante do Filho do Homem" e não a grande Tribulação. Luc.21:36. O dia do Senhor vem como uma surpresa, uma armação, sobre toda a terra. Nem faz sentido os Tessalonicenses aguardarem por algo que vem de surpresa! Os Tessalonicenses devem ter pensado não terem sido considerados dignos de escapar todas estas coisas e por este motivo agora se encontravam no Dia do Senhor. Paulo os relembra, então, que o Dia do Senhor não vem até que alguns acontecimentos se cumpram. O arrebatamento, segundo Paulo aos Tessalonicenses exige o cumprimento de alguns eventos e por esse motivo também não é verdade que a igreja aguardava o iminente retorno de Jesus, apesar de estarem aguardando o retorno de Cristo ainda durante as suas vidas. Está nisto o motivo da expectativa errada, por procurarmos sermos arrebatados antes da grande Tribulação? Jesus, da mesma forma, e Pedro parece se basear nesta afirmação, também se referiu ao arrebatamento quando falou: Começando, pois, isso a acontecer, levantem-se e elevem as suas cabeças, porque o seu resgate está próximo”. Lucas 21:28. Começando a acontecer o que? “E haverá sinais no Sol, e na Lua, e nas estrelas”. Lucas 21: 25. O “levantem-se” sugere indicar que será naquele mesmo dia.     

A assinatura do concerto de sete anos, ponto de partida da contagem regressiva.

A formação da Aliança, ou concerto, é o ponto de partida da contagem.

Com o acontecimento da afirmação em Daniel 9:27 "E ele firmará um concerto com muitos por uma semana" começa a contagem regressiva dos acontecimentos dos tempos finais.

Pelo fato de se ter feito uma aliança de paz entre Israel e povos vizinhos, por um período de sete anos e que foi rompida no meio da "semana", quer dizer, depois de três anos e meio, a destruição do poder do povo santo, da qual nos relata Daniel 12:7b, só poderá começar no meio da semana. Durante uma aliança não se combate ou destrói um membro da mesma. Se a aliança foi quebrada é porque até lá ela foi mantida. Era uma aliança para a paz, porque não se faz aliança para uma guerra, conseqüentemente, se mantém paz durante o seu vigor. Pelo fato de ser uma aliança de paz, ela é quebrada pela guerra. O início da destruição de um membro da aliança marca exatamente o rompimento da mesma, e o marco do início do rompimento da aliança é a remoção do sacrifício diário e da colocação da abominação da devastação. Pelo fato de os judeus hoje não sacrificarem insinua que a construção do Templo, o qual lhes permite sacrificar, deve ser parte integrante desta aliança.

As diversas fugas de Israel

Um assunto que me deu algum trabalho foi a fuga, ou as fugas dos judeus de Jerusalém e da Judéia. Sabe-se, da história, que os judeus que se lembraram das palavras de Jesus, especialmente os crentes: "Mas, quando virem Jerusalém cercada por exércitos, então saibam que se aproximou a sua devastação. Então os da Judéia fujam para os montes, e os que estão nela, saiam, e os que estiverem nos campos não entrem nela. Porque estes são dias de vingança, para que se cumpra tudo que foi escrito" Luc.21:20-22 se salvaram do exército romano.

Tudo começou no verão do ano 66 quando o procurador romano Géssio Floro manda crucificar alguns judeus em Jerusalém, mas uma rebelião o obriga a abandonar a cidade, e distúrbios se alastram por todo o país.
     Em Setembro deste mesmo ano, Céstio Galo, governador da Síria ataca Jerusalém, e depois de ter minado um dos muros do Templo manda suspender o ataque, e retira-se da cidade sem que houvesse razão nenhuma para isso, sendo perseguido por forças da cidade, dia 6 de Outubro, quarta-feira em nosso calendário e dia 8 no calendário Juliano. Neste mesmo dia os discípulos lembrando da recomendação de Jesus fugiram de Jerusalém e de toda Judéia e foram para alem do rio Jordão.
     No ano 67, Vespasiano à frente de 60.000 homens e com o seu filho Tito reconquista a Galiléia e o governo rebelde é feito prisioneiro. Em 68 ocupa a planície marítima, o vale de Jordão, arruína o mosteiro de Qumrã. Em 69 submete o resto da Judéia. Simão Bargiora judeu e os seus sicários se mantêm em Jerusalém, outros em Herodion, Massada, e Maqueronte. Vespasiano volta para Roma para ser feito imperador, e confia a Tito o cerco de Jerusalém.
     Em 13 de Abril do ano 70, Domingo, dia da Páscoa, a cidade cheia de peregrinos, Tito ataca a cidade com 4 legiões (6 mil homens cada). Há cerco e fome. Devoram-se os cadáveres. Em 5 de Agosto, 10º dia do 5º mês, tomada do átrio interior, o templo é incendiado, no mesmo dia em que Nabucodonozor incendiou o primeiro templo no ano 607 a.C., cessam os sacrifícios. Mais de um milhão e cem mil judeus pereceram, e 97 mil vendidos como escravos. Em Cesaréa na Síria mais de dois mil e quinhentos judeus foram mortos por si mesmos obrigados a lutarem entre si nos jogos de gladiadores. Outros foram preservados para o triunfo em Roma.
     Nenhum discípulo de Jesus Cristo pereceu, porque acreditaram na sua profecia e obedeceram.” (Da Internet).

Nós todos identificamos uma fuga semelhante profetizada para os tempos finais: "Então os que estiverem na Judéia fujam para os montes. Quem estiver no terraço não desça para levar algo de dentro de casa, nem volte aquele que estiver no campo para buscar a sua roupa. Mas ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orem, porém, para que a sua fuga não ocorra nem no inverno, nem no sábado. Porque haverá então tão grande tribulação, como nunca houve, desde o princípio do mundo até então, nem nunca jamais haverá. E, a não ser que esses dias fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria. Mas, devido aos seletos, esses dias serão abreviados." Mat.24:17-22 A fuga deve ser realizada com o máximo de urgência. O destino? As montanhas. O momento? O início da grande Tribulação marcada pela remoção do sacrifício diário e pela colocação da abominação da devastação, que acontecerão, como já vimos, como ato da quebra da aliança de sete anos e que revelam o momento da fuga: no meio da semana - após três anos e meio do tratado.

Zacarias, porém, relata uma fuga no dia do Senhor: "E, naquele dia, estarão os seus pés (de Jesus) sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele, para o sul. E fugireis pelo vale dos meus montes (porque o vale dos montes chegará até Azel) e fugireis assim como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o SENHOR, meu Deus, e todos os santos contigo, ó Senhor." Zac.14:4-5

Isso parece uma negação da constatação de que a grande Tribulação não é o dia do Senhor. Porém, se atentarmos bem para o destino das fugas perceberemos que a fuga no início da grande Tribulação é para os montes enquanto que a fuga no Dia do Senhor é para o vale, o vale recém formado, o vale dos montes. Lucas parece relatar esta fuga para o vale também porque relata a fuga no Dia do Senhor: "Assim também será no Dia em que o Filho do Homem for revelado. Naquele dia, quem estiver no terraço, e seus pertences dentro de casa, não desça para buscá-los. E aquele que estiver no campo, semelhantemente, não volte para o que está atrás." Luc.17:30-31 Mateus e Marcos registraram a fuga por ocasião da quebra do acordo, ou tratado, momento em que o sacrifício diário foi tirado e posta a abominação da devastação, no instante quando começa a grande Tribulação: "Quando, pois, virem a abominação da devastação, a que foi proferida pelo profeta Daniel, parada onde não deveria estar (aquele que lê, reflita), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes", Mar.14:14, idêntico a Mat.24:15-16.

De posse do acima exposto podemos deduzir que a solicitação a João "suba aqui" não diz respeito ao arrebatamento, nem "o que será depois" se refere ao período após o período da igreja, após o arrebatamento.

Alguém, talvez, poderia inferir que, pelo fato de o anticristo firmar aliança de sete anos ele será revelado no início dos sete anos. Pelo fato de o que o detém, que deve ser o Espírito Santo, que habita em cada membro da igreja, terá que ser removido para revelar o iníquo, a interpretação acima não corresponde, não estaria correta.

Eu pergunto: Há quanto tempo o mundo sabe a respeito de Jesus Cristo? Porque, então "Assim também será no Dia em que o Filho do Homem for revelado."? Luc.17:30, O momento de alguém se tornar conhecido não é idêntico ao momento de sua revelação. Jesus é conhecido como homem já há quase dois mil anos, porém, naquele dia ele será revelado na sua real existência, em sua glória como o próprio Deus. O anticristo será conhecido como político astuto no início dos sete anos, porém, só no momento em que se assenta no Templo de Deus ele vai ser revelado, revelado como "O Iníquo". Neste mesmo instante, ou dia, creio eu, e este será o motivo da repentina destruição que sobrevirá aos moradores da Terra, Jesus voltará e o imobilizará pelo assopro de sua boca. Isto, provavelmente, ocorrerá 1290 dias após a quebra da aliança, pela remoção do sacrifício diário e pela colocação da abominação da devastação, conforme Dan.12:11, e durará 44 dias: "Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias." Dan.12:12. Quer dizer, 30 dias após os 7 anos, ou pelo nosso calendário de 365 dias, 37 dias antes de se completarem sete anos, considerando dois anos bi-sexto durante este período. Não devemos, por outro lado, ignorar o calendário lunar/solar dos Israelitas que alternam meses de 29 e 30 dias e adicionam um 13º mês sempre que as estações se defasam por uns 15 dias. Nestes 7 anos haveria, portanto, no mínimo, dois anos com 13 meses.

Selos, Trombetas e Taças da ira

Temos, agora, também, correlacionar os selos, as trombetas e as taças da ira com o acima. Temos alguns relatos paralelos. Por exemplo a citação do 6ª Taça: "E o sexto anjo despejou sua taça sobre o grande rio, o Eufrates. E sua água secou, para que se preparasse o caminho dos reis do Levante do Sol.", Apoc.16:12, e a 6a Trombeta anuncia: "E o número dos exércitos da cavalaria era de duzentos milhões. E ouvi o seu número." Apoc. 9:16. A maioria dos exegetas são unânimes em afirmar de que nesta passagem se trata dos orientais, a "raça" amarela. Me lembro ainda muito bem como Mao Tse Tung anunciou em 1969 que a China é a única nação do mundo capaz de mobilizar 200 milhões de soldados. Isto gerou muito comentário na época porque coincidia com o número citado na Bíblia. O cavalo do quarto cavalheiro, o qual é relatado no 4° Selo, tem essa cor: " E vi, e eis um cavalo lívido (amarelo claro esverdeado), e o que nele se assentava, cujo nome era "Morte", e o Hades o seguia.". Apoc. 6:8a. Parece que neste Selo, nesta Trombeta e nesta Taça se tratar do mesmo exército.

A 6a Taça da Ira afirma o seguinte: "E vi sair da boca do dragão, e da boca da besta-fera, e da boca do pseudoprofeta, três espíritos imundos, como rãs, porque são espíritos de demônios, operando milagres, dirigindo-se aos reis da Terra e do mundo todo, para reuni-los à batalha daquele grande Dia do Deus Todo-Poderoso." Apoc. 16:13-14. Este "grande Dia do Deus Todo-Poderoso" é, novamente, o próprio dia do Senhor. Então o Dia do Senhor, por ocasião da 6a Taça, ainda nem começou! A 6a Taça ainda se refere ao Dia do Senhor como no futuro. O 6° Selo, no entanto, relata, como vimos anteriormente, que o Dia do Senhor já começou. Apoc. 6:17. E a 7a Trombeta anuncia que "Os reinos deste mundo têm se tornado de nosso Senhor e de seu Cristo, e ele reinará pelas eras das eras". Apoc. 11:15a O que é anunciado pela 7a Trombeta "... chegou a sua ira... ...e para destruir os que têm destruído a Terra". Portanto, novamente, o Dia do Senhor. Não é isto, também, o anúncio da batalha de Armageddon? Na qual todo poder secular e demoníaco será destruído? Na 7a Taça da Ira então acontece: "E surgiu uma forte voz do Templo do Céu, do trono, dizendo: "Aconteceu!" E aconteceram vozes, e trovões, e relâmpagos; e houve um grande terremoto, semelhante jamais ocorrido antes, desde os homens estarem na Terra, tão poderoso o terremoto, tão grande." Apoc..16:17-18 O que aconteceu? O Dia do Senhor está rolando! O terremoto do 6° Selo, os sinais de Lucas 21:25, e Marcos 13:24, e Mat. 24:29, e Zac.14:4-8, no qual o Monte das Oliveiras se racha, e o vale para a fuga de Israel se forma, se cumprem.

Eu retorno mais uma vez à 7a Trombeta, a qual anuncia: "... chegou a sua ira... ...e para destruir os que têm destruído a Terra". Então parece que as seis primeiras Trombetas, pelo fato de não se tratar nelas o Dia da Ira de Deus, são catástrofes provocadas pelos seres humanos pelas quais eles destroem o povo santo e a terra e pelos sinais das duas testemunhas: "E se alguém quisê-los ferir, procede fogo de sua boca e devora os seus inimigos. E se alguém quisê-los ferir, assim terá que ser morto. Estes têm autoridade para fechar o céu, para que não caia chuva durante os dias de sua profecia, e têm autoridade sobre as águas, para transformá-las em sangue, e de golpear a Terra com diversas pragas, quantas vezes quiserem." Apoc.11:5-6.

Portanto, as 6 primeiras Trombetas informam como os seres humanos destroem a terra, e isto parece acontecer, especialmente, quando se destrói o poder do povo santo.

Apesar de as trombetas serem anunciadas pelos anjos, os acontecimentos são provocados pelos homens. Isto fica bem claro na sexta trombeta. As primeiras três trombetas parecem um ataque nuclear com foguetes intercontinentais, nos relata o físico nuclear Philbert. As trombetas 4 e 5, ataques táticos, aéreos e terrestres. A sexta trombeta é, a meu ver, o rastro deixado pelo exército do cavalo lívido do sexto selo, quando se desloca, com seus 200 milhões de soldados, do oeste da China até as margens do rio Eufrates. Na sexta taça, então, o rio Eufrates é secado para a travessia deste giga-exército, rumo à terra santa, onde se encontrará com os outros três cavalheiros, branco, vermelho e preto, para a grande batalha e destruição dos exércitos do mundo, o Armageddon, no qual será derramado tanto sangue que sua profundidade atinge os freios dos cavalos! Me informaram que a China está criando muitos cavalos para o exército. Os romanos usavam cachorros nas suas batalhas, amarrando facas afiadas sobre suas costas de tal forma, quando passavam debaixo dos cavalos, cortavam suas barrigas.

Debaixo do quarto selo também é relatado que: Apoc.6:8  E olhei, e eis um cavalo amarelo; e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.

A morte com ”as feras da terra” sempre me deixou perplexo. Recentemente ouvi comentar que já os romanos usaram cachorros, precursores dos Pitbull, para combater os inimigos. Talvez seja este o sentido da palavra no sexto selo.

Uma expressão chama a atenção e nos deveria alertar para atentarmos à extensão dos acontecimentos. Parece haver uma distinção entre a extensão entre „terra" e „o mundo todo": „dirigindo-se aos reis da Terra e do mundo todo" Apoc..16:14. Pode ser que acontecimentos, ou catástrofes, citadas nas Trombetas e Taças se referirem, parcialmente, só localmente, especialmente sobre Israel e seus aliados. No caso do cavalo lívido, a faixa de 4000 km de comprimento, pelo qual o exército dos 200 milhões passa.

A cronologia que decorre do acima exposto seria:

O primeiro cavalheiro, o do cavalo branco, prepara o caminho para o líder mundial.

O líder mundial é empossado, depõe três presidentes dos (futuros) dez blocos da Comunidade Européia e rege com os dez presidentes dos dez blocos econômicos. Dan. 7:24, Apoc.17:11-13 Ele é o oitavo: sobre os dez blocos econômicos, e é o dos sete: da comunidade da Europa.

1° Dia da última semana de Daniel 9:25-27: O líder mundial assina uma aliança, entre Israel e povos árabes vizinhos, com prazo pré-estabelecido de 7 anos.

-Início da construção do Templo. Hes. 40, Apoc. 11:1-2

Na seqüência:     Reintrodução do sacrifício diário

                                      Introdução da marca da Besta. Apoc. 13:16

1260° Dia após a assinatura da aliança - O Sacrifício diário é removido e colocado a abominação da devastação (Armas nucleares ao lado do Templo? Fridolin Janzen. Não há termo mais apropriado para descrever estas terríveis armas.)

Com isso se inicia a grande Tribulação, a angústia de Jacó. Jer.30:7. Ela dura 3 1/2 anos = 1260 dias - Dan.12:6-7

                   Israel foge para os montes Mat.24:15 e 21 Apoc.12:14

Na igreja se cumpre: "‘Meu Senhor atrasa o retorno’, e começar a espancar os servos e as servas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se". Luc.12:45 porque o arrebatamento não veio como previsto.

                   Começa o ministério das duas testemunhas. Apoc.11:6

                   Este é o tempo das 6 primeiras trombetas. Apoc.8:1 até 9:21

         Este também é o período da destruição do poder do povo santo. Dan.12:7; EEUU, Grã Bretanha, Canadá e Austrália são os atuas portadores do poder do povo santo e serão, portanto, provavelmente, também destruídos. Sac.14:1-2, Dan. 11:39.

A meretriz é destruída e sua cidade é queimada. Apoc. 17:16.

Depois de 2 x 1260 dias - as duas testemunhas são assassinadas – Júbilo mundial se segue. Apoc. 11:10

                   A destruição do poder do povo santo foi concluída. Dan.12:7.

                   Fim das pragas das 6 primeiras Trombetas. Apoc. 11:10

                   Israel disperso, em parte no cativeiro, desenganado pelo falso Messias, as esperanças pelo Messias totalmente destruídas. E como povo estão conclusivamente destruídos. As esperanças de novamente chegarem ao poder, construído durante séculos, estão arrasadas. Sem proteção e rodeados de inimigos que desejam e objetivam sua total erradicação.

Sete Trovões. Apoc. 10:4. Frente a todo o acontecido e ao estado do povo santo não poderia ser diferente.

Começa um breve intervalo de paz aparente 1290 – 1260 = 30 Dias. Dan. 12:11-12.

                   Frase do dia desse período: Paz e Segurança. I.Tess. 5:3. A controvérsia Israel x Palestinos acabou.

                   Susto depois de 3 1/2 dias: As testemunhas ressuscitam. Apoc. 11:11.

                            144 mil Israelenses são selados. Apoc.7:1-3

Após esses 30 dias (1260 dias + 1290 dias)

O 6º Selo é aberto e a 7a Trombeta toca. Apoc. 11:15

Início do dia do Senhor e Apoc. 16:1-14.

Neste mesmo dia:       

1- O Senhor retorna visivelmente nas nuvens, com a foice na mão, Apoc.14:14 e Mat.3:13, a igreja será arrebatada até as nuvens de encontro ao retorno de Jesus Cristo, Mat.24:27, Apoc.14:14, da forma como Noé foi levantado da terra, e se cumpre "...serão vivificados... ... os que são de Cristo na sua vinda" 1. Cor. 15:22b-23. Com isso o que o (o anticristo) detém está removido. Mat.24:27; II.Tess.2:6-8; Luc. 17:26-32. No acontecimento se cumpre "como nos dias de Noé e Ló". Mat. 24:26-27; Apoc.14:14; Apoc. 7:2-3;9;13-15 compare Luc. 21:36 „no dia em que…" I. Cor. 15:52 no momento da 7a Trombeta também se cumpre.

2- O iníquo será revelado pelo ato de se assentar no Templo de Deus e se auto proclamar deus... se cumpre.

Dan 12:11 Mat. 24:29 Mark. 13:24; II.Tess.2:8.

3- Talvez alguns dias mais tarde: O Monte das Oliveiras se fende. Zac.14:4; 30; 1.Tess.4:17 - Lucas 17:14-31; O Senhor consumirá o anticristo com o sopro de sua boca, os seus pés tocam o monte das Oliveiras, com a sua noiva arrebatada em sua companhia. Mat.25:6 (com a noiva, segundo a tradição judaica), e junto deles os 144000 israelitas. Apoc. 14:1.

4- Acontece o maior terremoto de todos os tempos provocando o vale predito em Zac.14:4, e o Sol e ... perdem seu brilho. Mat. 24:29-30, Joel 2:31 e vários outros. I. Tess. 4:17, Lucas 17:14-31.

5- Israel foge para o recém formado vale das montanhas: Zac.14:4 e Lucas 17:31, da forma como Ló fugiu por terra. Quem dos Israelitas olhar na incredulidade para trás, como a mulher de Ló, e não fugir imediatamente, será, enquanto ainda estará sobre seus pés, apodrecer e com isso deixado para trás, onde então, o seu cadáver será consumido pelos abutres. Zac.14:12; Lucas 14:34-37.

O Dia do Senhor está em curso e com ele a destruição do reino do anticristo. O Dia do Senhor não é apenas um dia, mas um período: II.Tess.2:2 …já acontecendo (significado literal: em curso).

6- Durante os próximos 44 dias é travada a batalha de Armageddon. Dan. 12:12; Apoc. 14:20; 16:14 e Zac.14:2

7- Todos os poderes terrestres são destruídos.

8- 1260 + 1334 dias após a assinatura do tratado de paz, Dan. 12:12, termina o Dia do Senhor.

9- Satanás é amarrado por 1000 anos. Apoc. 20:2-3

10- A besta e o falso profeta são lançados no lago de fogo. Apoc. 19:20

11- Começa o milênio sob o cetro de ferro de Jesus Cristo. Apoc. 20:4

12- Todos os Israelitas remanescentes do mundo inteiro são reunidos em Israel.

Assim todos os acontecimentos principais se encaixam bem e sem contradição no cenário dos tempos finais. O esboço acima precisa ser complementado e preenchido com os detalhes menores.

"Certamente o Senhor JEOVÁ não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas." Amos 3:7

Alguém, talvez, se ofende por ter indicado um dia para o arrebatamento, por que: "Mas a respeito daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem mesmo os anjos do Céu, nem o Filho, mas somente o Pai." Mar. 13:32: Uma coisa é bem certa: Até a assinatura do concerto de 7 anos é, de fato, impossível determinar quando o Senhor virá. O Filho, o Senhor Jesus, por acaso, hoje também ainda não sabe o dia?

Paulo nos deixa saber: "Mas vocês, irmãos, não estão nas trevas, para que aquele Dia lhes surpreenda como um ladrão." I.Tess.5:4. Segundo este versículo, parece que a validade sobre o "não saber deste dia" será suspenso para a igreja pouco antes do arrebatamento, assim como o deverá ter sido para o Senhor Jesus depois de sua ressurreição, porque Jesus não disse: "Mas a respeito daquele dia e daquela hora ninguém saberá...". Não, mas o verbo está no presente, talvez apenas o presente daquele tempo. Soma-se à isso o problema da correção dos meses de 30 dias às estações do ano, o que pode alterar a data dos acontecimentos no final do período dos sete anos em 30 ou 60 dias. Um tempo, dois tempos e meio tempo, pode durar 1260, eventualmente, 1290 dias, o que poderia alterar um pouco a interpretação em torno de Daniel 12.

Eu desejo de todo o coração que não nos tornemos dogmáticos neste tema, mas parece se ter formado um monopólio que se deva crer que a igreja do Senhor aguardava o iminente retorno de Jesus Cristo, que o arrebatamento, por este caso, deva acontecer antes da grande tribulação, etc. Quem não compartilha esta posição é omitido e silenciado. Creio que o tema é por demais importante e animador do que selar o debate sobre o assunto e ignorar aqueles que não compartilham esta posição. Freqüentemente encontro deprimidos silenciosos os quais não podem concordar com as interpretações tradicionais. À estes também se deveria considerar. Eu sei quão difícil é abandonar a própria opinião. Jesus também reclamou disto: "E ninguém, tendo bebido o velho, logo prefere o novo, porque diz: ‘o velho é melhor’." Luc.5:39. A realidade, no entanto, não muda com isso.

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Waldemar Janzen. 2007 waldemar( aroba ) waetech( ponto)com(ponto)br

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