Fidelidade de Transmissão dos Textos Bíblicos; Quais Manuscritos?
Apenas algumas reflexões sobre os manuscritos
e versões.
A nova Ordem Mundial não poupa esforços para
unir tudo e todos, politicamente, comercialmente, militarmente e, também,
religiosamente. A religião é um meio forte de auxílio para se reger um país, é
um mal político necessário para se chegar à tomada do poder (Vide Apoc. 13:12 e
17:16). Para a nova ordem mundial a união das religiões é necessário para
formar uma homogeneidade coexistente pacificamente e submissa.
O movimento para a união das religiões se
concentra nos seguintes tópicos:
1.
Um louvor comum. Promover o mesmo estilo de música em todas
as religiões.
2.
Uma experiência comum. Promover manifestações, propagadas
como sendo do Espírito Santo, com manifestações semelhantes em todas as
religiões. Tira-se daí a conclusão de que todas as religiões estão debaixo do
Espírito de Deus. Confira
3.
Substituir o foco da questão. Trocar Teocentrismo por
egocentrismo. Não perguntar mais: O que Deus requer de mim e sim o que Deus
pode fazer por mim. Resultado: Teologia da prosperidade, Palavra da Fé, etc.
4.
Uma Bíblia comum, dentro do cristianismo e menos ofensiva
para as outras religiões, com arestas aparadas, abrindo espaço para
reconhecimento, sem escândalo, dos mestres venerados por outras religiões.
Para o último ponto acima se utilizou e ainda
se utiliza de alguns artifícios:
a.
Desacreditar a confiabilidade dos manuscritos em geral. E, o
dito, mundo evangélico de hoje, está mais disposto a aceitar a
"desacreditação" da Palavra de Deus do que a
"desacreditação" dos "desacreditadores"!
b.
Formar uma erudição de confiança em torno dos Manuscritos
mais corrompidos.
Velho Testamento
Há apenas uma corrente de manuscritos, os
ditos Textos Massoréticos, escritos na língua Hebraica e parte Aramáica, e uma
corrente de versões, a dita Septuaginta, uma tradução para o grego.
Todas as novas versões, até esta data, sem
exclusividade, traduzem, predominantemente, à partir de uma tradução, a chamada
Septuaginta.
Mas vejam esta citação:
A transmissão dos textos do Novo Testamento,
até Gutemberg, aconteceu, basicamente, por três caminhos,:
1.
Os manuscritos. São aqueles na língua original que era o
grego. Hoje disponíveis apenas em forma de cópias. Mais de 5000, em pedaços ou
NT inteiro, existentes. Um grupo de manuscritos chamado de Texto Bizantino
(Também chamados de Textos Majoritários ou Texto Recebido), representam mais de
90% destes +5000 ainda disponíveis. Estes manuscritos concordam entre si.
Outros 5% são representados pelos textos chamados Alexandrinos (da Alexandria
do Egito) ou ainda Textos Críticos, ou minoritários. Discordam entre si o tanto
quanto discordam do Texto Bizantino. Os exemplares mais destacados deste último
grupo são o códice Sináiticus, também chamado de Aleph (Achado em meados do
século IXX, abandonado em um monastério perto do monte Sinai) e o códice
Vaticanus, também chamado de B (Achado, em meados do século XV, nas prateleiras
de uma biblioteca do Vaticano). Ambos, bem preservados, são tidos como cópias
de meados do século IV. São as cópias completas mais antigas do NT. As novas
versões são preponderante baseadas sobre estes dois códices. As notas de rodapé
das novas versões se referem, geralmente, a estes dois códices.
Porque muitos, inclusive o autor deste artigo, rejeitam estes dois códices? Por muitas razões. Dentre estas cito algumas.
a.
Porque não concordam com a vasta maioria dos manuscritos
b.
Porque não concordam entre si
c.
Porque não concordam com a vasta maioria das citações de
trechos do NT pelos pais da igreja dos primeiros 4 séculos
d.
Porque não concordam com as traduções do NT, 2 séculos antes
de sua data, feitas para outras três línguas
e.
Porque o final do Evangelho segundo Marcos foi omitido em
Aleph através de uma falsificação vergonhosa (Wilbur Pickering). Se esticou a
escrita antes de Marcos 16:8 para se preencher o espaço, de outra forma deixado
em vazio, pela retirada deste trecho. O códice B deixou Marcos 16:9-20
simplesmente fora. No seu lugar tem um espaço completamente em branco e da
extensão dos versículos 9 a 20. O capítulo 16 de Marcos se encontra em 622 dos
mais de 5000 manuscritos. O final de Marcos aparece em 620 destes. Só Aleph e B
(Sináiticus e Vaticanus) o omitem. Mas teima-se que estes são os mais velhos e
mais fidedignos!
f.
Porque Aleph sofreu mais de 14000 correções sobre suas
páginas
g.
Porque Aleph contém mais dois livros, apócrifos, "Os
Pastores de Hermas" e "A Carta de Barnabé", anteprojeto do reino
do Anticristo. Prova de que não eram utilizados pela igreja primitiva.
h.
Porque B não contém o livro de Apocalipse.
i.
Porque estão bem preservados por não terem sido usados,
testemunho de que não eram fidedignos.
1.
As versões. Traduções feitas à partir dos manuscritos.
Existem milhares destes exemplares. Três traduções, para outras línguas, foram
feitas um século depois dos originais. Portanto dois séculos antes de
Sináiticus e Vaticanus. Dentre estas a Velha Vulgata para o Latim. Não
confundir esta com a Vulgata de Jerônimo, a qual é traduzida dos textos
críticos e está corrompida. Porque estas traduções são tão importantes?
a.
Porque três delas foram realizadas um século após os
originais, possivelmente, ao menos em parte, até dos próprios originais.
b.
Porque as cópias em grego, mais estas três traduções,
seguiram caminhos relativamente isolados entre si por uns 13 séculos, até a
invenção da impressão. Só então começando a serem comparadas novamente entre si
e achadas concordantes! A conclusão que disto se extrai é simples. Se quatro
exemplares, em quatro idiomas diferentes são copiados e copiados por 13
séculos, cada qual individualmente apenas de sua antecessora em sua língua e ao
final comparada a versão em uma língua com a versão em outra língua e com o
manuscrito grego, e se concluir que todas concordam entre si dá prova que seus
copiadores eram meticulosos e valorizavam os textos. Mas alguns manuscritos
pródigos, que não concordam entre si nem com estas cópias mais recentes, nem
com os manuscritos mais recentes, mas tem a seu favor unicamente de terem datas
mais antigas, merecem, por este motivo, mais confiança? Pelo fato te terem
contra si o maior número de manuscritos (por isso Majoritários), os favoráveis
aos manuscritos Minoritários, i.é críticos, os críticos da palavra de Deus
argumentam que os manuscritos não devem ser avaliados pela sua quantidade mas
pela sua relevância. Ora, se o testemunho acima exposto não é da maior
relevância, o que então poderia ser? Para eles só resta a identificação doutrinária
com o texto Minoritário, este que é mutilado, subtraído e falsificado. Por
outros que os seguem na utilização é, freqüentemente, a moda da época, a
opinião reinante, necessária para ter reconhecimento profissional na área. Não
ser xereta.
1.
Cartas dos pais da igreja. Somando, em torno de, 86000
exemplares. É possível compilar todo o NT à partir das citações de trechos do
mesmo nas cartas dos pais da igreja. Se resgatarmos o texto do NT das cartas
dos pais da igreja até o século IV teríamos, basicamente, o Novo Testamento
relativamente completo pelo texto Majoritário ou Recebido, como também é
chamado.
Não bastam as escandalosas informações acima.
Vide também Homossexuais
no comitê de tradução ou as bases de fé um tradutor
chefe.
Há quem afirma que, apesar das divergências,
a doutrina não foi afetada. Confira em Doutrina afetada.
A Lei Áurea define o limite da beleza, da
perfeição. A exemplificação desta era dada, antigamente, por um sistema de
alavancas em balanço. O apoio se localiza a um quarto do comprimento do braço
de alavancas. Considerando nulo o peso do braço de alavanca, necessita-se de
três vezes mais peso no braço menor do que no maior para manter a balança em
equilíbrio. Em contrapartida, quando deslocada do seu equilíbrio, o braço maior
percorre três vezes a distância do menor.
Algo projetado pela lei Áurea está no limite
de sua beleza. Qualquer alteração sempre piora o seu aspecto, conteúdo.
O formato externo do violino é um artefato
humano, traçado sob a lei Áurea. O ser humano é a criatura de Deus debaixo da
lei Áurea. Leonardo DaVinci demonstrou isto. Creio ser esta a razão porque não
se consegue criar nenhum personagem de histórias em quadrinhos, diferente do
ser humano, que ultrapasse sua beleza.
O versículo abaixo nos informa que o
testemunho do SENHOR é fiel.
"A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera
a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices." Sl
19:7
Para ser fiel tem que ser, obrigatoriamente,
perfeito, caso contrário não se tem a possibilidade de checar/conferir sua
fidelidade. O testemunho, neste contexto, é a Palavra de Deus.
De forma análoga como exposto sobre o formato
do violino e a beleza do ser humano, o testemunho do SENHOR está sob a lei
Áurea. Qualquer "mexida" no texto, seja por alteração, omissão ou
adição, rebaixa a sua perfeição.
E é exatamente isto que se percebe nos textos
críticos.
Para a união das religiões há necessidade de
se rebaixar Jesus Cristo ao nível de simples mortal, na semelhança dos mestres
de outras religiões.
O tropeço central é a divindade de Cristo,
por isto se questiona, entre outras, a concepção virginal de Maria. De como
isto é feito você confere em: Comparação.
Concluindo
Se Deus não vai aplicar/cobrar e executar a
advertência de Ap. 22:18-19 ele também não vai executar o seu Juízo justo sobre
o mundo pecaminoso.
Porque então se preocupar com os perdidos?
Pelo fato de eu estar completamente
convencido de que ele não vai deixar a falsificação de Sua Palavra passar em
branco, e uma terrível expectativa aguarda aqueles que participam, depois de
devidamente alertados, ativa ou passivamente desta fraude, eu continuo expondo
a minha "pele" ao açoite, para ver se consigo acordar, ao menos,
alguns.
Antes da morte é o único tempo de se
arrepender sem perdição!
Waldemar
Janzen, 17 junho 2001