Presbíteros
e Pastores no Inferno?
Nota:
Vide contagem de desafio no final da página.
Geralmente nós estamos
mais dispostos e qualificados para apontarmos erros nas igrejas e movimentos externos
aos nossos. Isto também é necessário.
Observa-se, no entanto,
um desenvolvimento pecaminoso em franco crescimento dentro das "nossas"
igrejas e à este cabe esta reflexão.
Cada vez mais membros
das igrejas se divorciam e se recasam. Cada vez se ouve mais comentários sobre membros
de igreja, entre os quais não poucos dos seus líderes, praticando sexo anal com
seus cônjuges, e homosexuais são cada vez mais tolerados como membros das igrejas.
NÃO PARE DE LER NEM DE
FECHAR A QUESTÃO APÓS O PARÁGRAFO SEGUINTE!!!!
Toda a gravidade desse
estado de pecados nas igrejas, no entanto, não seria tão gigante se não fosse amenizado/tolerado/favorecido
pela doutrina: "Uma vez salvo, sempre salvo", a, dita, segurança/imperdibilidade
da salvação. Prega-se ao mundo para se arrepender destes pecados, e todos os demais,
e receber a Cristo, para escapar da condenação eterna, e, depois, de terem recebido
a Cristo, se ensina que ninguém mais vai para a condenação eterna, o inferno, depois
para o lago de fogo, por causa da permanência/vivência,
nestes mesmos pecados porque pela graça sois salvos.
DEIXE DURANTE ESTA LEITURA
SUA DOUTRINA DE LADO E SEJA SUFICIENTEMENTE ABERTO PARA AO MENOS CONSIDERAR A QUESTÃO!!!!
EU TENHO PLENA CONSCIÊNCIA DA SUA DIFICULDADE.
Um pastor batista independente,
também relativamente solidário com a doutrina acima, chamou à minha atenção o fato
de que os batistas e outros evangélicos da ex-União Soviética, ao contrário, crêem
que se perde a salvação a cada pecado ainda não confessado e se recupera a salvação
após o arrependimento específico de cada e todo pecado.
Ambos os batistas/evangélicos
se excluem/omitem/constrangem mutuamente por causa desta diferença na doutrina.
O que se pode concluir
é que, no mínimo, uma, mas, possivelmente ambas as doutrinas não são bíblicas e
nem faziam parte da fé dos cristãos históricos, crentes desde João Batista.
Averiguamos.
"Já por carta vos tenho escrito que
não vos associeis com os que se prostituem; isso não quer dizer absolutamente com
os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras;
porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas, agora, escrevi que não vos
associeis com aquele que, dizendo-se irmão,
for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente,
ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais." I. Cor. 5: 9-11 ¶
O "for" define
estado de pecado e não um ato isolado.
Fica claro que a advertência
acima foi escrita para os irmãos praticantes destes
pecados e não para as pessoas do mundo, e com um sério alerta: "Não erreis
(irmãos): nem os (irmãos) devassos, nem os (irmãos) idólatras, nem os (irmãos) adúlteros,
nem os (irmãos) efeminados (homosexuais), nem os (irmãos) sodomitas (praticantes
de sexo anal, mesmo se entre marido e mulher.), nem os (irmãos) ladrões, nem os
(irmãos) avarentos, nem os (irmãos) bêbados, nem os (irmãos) maldizentes, nem os
(irmãos) roubadores herdarão o Reino de Deus. I.
Cor. 6:10
Não sabeis que os (irmãos)
injustos (escrito para a igreja de Corinto.) não hão de herdar o Reino de Deus? I. Cor. 6:9
Mas, apesar disto, e contrário
à exortação de Paulo, grande parte da igreja atual erra usando malabarismos teológicos
para escusar e contrariar a afirmação cristalina das Escrituras.
Também não nos iludamos
que a maioria vai atrás dos outros, caso contrário não seria possível manter tamanha
hegemoniedade nesta doutrina aqui no ocidente, nem no oriente com doutrinas opostas
e mutuamente exclusivas.
Mas o que quer dizer:
"herdarão o Reino de Deus"?
"Então, dirá o Rei
aos que estiverem à sua direita:
Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino
que vos está preparado desde a fundação do mundo;" Mat. 25:34
O que quer dizer: "não
herdarão o Reino de Deus"?
"Então, dirá também
aos que estiverem à sua esquerda:
Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus
anjos;" Mat. 25:41
Alguém poderia inferir
de que as passagens acima não tratam da igreja.
É possível, mas fala da
herança do Reino, e é disto que as passagens anteriores também tratam. Por acaso
não é o mesmo Reino de Deus que pretendemos herdar? Por acaso vão existir dois reinos
de Deus? Ou vai haver participantes do reino que podiam e outros que não podiam
viver no pecado?
Por isso Tiago afirma:
"Vedes, então, que
o homem é justificado pelas obras e não
somente pela fé." Tiago 2:24 e também na Carta aos Hebreus:
"para que vos não
façais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e paciência,
herdam as promessas".
Heb. 6:12
Que promessas? A principal
e eliminatória:
E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.
I. João 2:25
A vida eterna é, por enquanto,
uma promessa a ser herdada, da qual o Espírito Santo é o penhor, por isso afirmamos
que já a temos, mesmo que sob esperança, mas não é um fato consumado. Se fosse fato
consumado não haveria necessidade do penhor. II. Cor. 1:22. I. Cor. 5:5 ... (O)
Espírito, Ef. 1:14 o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão
de Deus, para louvor da sua glória.
Ou: "O qual é o penhor
da nossa herança, até ao resgate de sua aquisição,"
Redimir/resgatar que possessão/aquisição?
Nós. Nós fomos adquiridos por Deus pelo sangue precioso de Jesus Cristo! O nosso
resgate, no entanto, ainda está no futuro. No momento temos o penhor, o Espírito
Santo, que garante o nosso resgate se permanecermos fiéis e não formos negligentes.
Heb. 6:12
Donde, então, vem a doutrina
da imperdibilidade da salvação?
Inicialmente, creio eu,
da igreja católica. No batismo infantil se declara cristão, vida eterna, ao nenê
batizante! Os Reformadores herdaram esta doutrina da igreja católica. Lutero perdeu
a oportunidade de incluir este erro nas suas 95 teses apregoadas na porta da catedral
de Wittemberg. Os luteranos e os anglicanos declaram, ainda hoje, de cristão = vida
eterna (imperdível) às crianças nos seus batismos, se é que, na Confirmação, põe,
até certo ponto, a declaração ao infante em dúvida. Para que alguém precisa ser
confirmado se o batismo foi válido? E o que do destino daqueles que foram batizados,
mas não participaram da Confirmação?
Por causa da forte ênfase
da carta de Tiago nas obras relacionadas à salvação, Lutero achava a mesma uma palha
e a colocou, por este motivo, fora de ordem, bem ao final, só antes do Apocalipse.
Tyndale o seguiu nesta ordem dos livros do NT. Vê como a opinião pré-conceituada
marca o relacionamento com a Palavra de Deus?
Lutero foi um passo além
dos atuais batistas e movimentos dos irmãos ocidentais. Ele ainda mantinha que nem
era possível alguém fazer a decisão para receber a Jesus Cristo senão a salvação
seria por obras e não pela graça! A própria decisão para ele era obra insustentavelmente
contrária à graça. Deus fazia tudo. Você era, tipo, colocado em ressonância com
o amor de Deus, sem conscientemente consenti-lo.
As nossas igrejas, que
ensinam a doutrina da imperdibilidade da salvação, mantém que a necessidade de se
viver fora do pecado para se herdar a vida eterna é salvação pelas obras, mas, geralmente,
mantém de que se deve fazer uma decisão por Jesus Cristo. Repito, Lutero só foi
um degrau adiante, ou as nossas igrejas recuaram um degrau, ao afirmar que a própria
decisão por Jesus é salvação pelas obras, portanto não temos como fazer a decisão.
Deus faz tudo por nós, senão não é graça. Nas nossas igrejas a decisão, em si, não
é considerada obra, mas a permanência em Cristo, sim.
A necessidade de se receber
(ato voluntário pessoal) a Cristo, era para Lutero salvação por obras da mesma forma,
e pelo mesmo motivo e argumento, como a doutrina da perdibilidade da salvação, geral
ou bíblica (condicional), é considerada, de salvação por obras por aqueles que ensinam
a doutrina da imperdibilidade da salvação.
A maior obra da criação
de Deus é a faculdade de podermos opinar e optar. Este é o aspecto mais altivo e
no qual mais nos assemelhamos a Deus. Ao ensinar que depois da salvação perdemos
a capacidade de optar, por bem ou por mal, os adeptos da segurança da salvação podaram
uma "asa" desta grandiosidade da criação de Deus. Lutero podou a ambas.
Vide Lógica
Pelo que um irmão me informou,
existe uma Igreja Batista em Minas Gerais que reconheceu este erro e hoje se chama,
por este motivo: Igreja Batista do Livre Arbítrio.
Uma coisa é a salvação
em si, outra é a permanência sob a salvação. A primeira nos é impossível de realizarmos
por nós mesmos, é unicamente graça, a segunda nos é cobrada, é ao nosso encargo.
A capacitação de vencermos o pecado e permanecermos sob a graça é de Deus, mas a
manifestação da vontade de querermos vencer e sermos guardados e tomarmos as atitudes
cabíveis, é nossa, mesmo que instigados por Deus.
A salvação é pela graça
e unicamente através do sacrifício de Jesus Cristo. Nós não tínhamos o que oferecer
nem a contribuir. Esta salvação, no entanto, só tem eficácia para a nossa vida se,
O movimento dos irmãos,
segundo tenho sido instruído, foi fundado pelo clérico luterano Brockhaus na Alemanha
e pelo clérico anglicano Darby na Inglaterra. Ambos os movimentos rechaçaram, coerentemente,
o batismo infantil, mas mantiveram a imperdibilidade da salvação, inerente ao batismo
infantil e à doutrina da pré-destinção de João Calvino. Deste um pouco mais, mais
tarde. Os batistas ocidentais e o movimento dos irmãos se alinharam, em parte, nestes
pontos com as doutrinas destes líderes e movimentos e ainda, em parte, com sua doutrina
errônea da pré-destinção, a qual contém, inerentemente e coerentemente, a imperdibilidade
da salvação. (É interessante observar a mutação do nome de Calvin. Na Suíça se chamou
Cohen (nome de descendentes da linha sacerdotal israelense, de Aarão.) na França
Cauim e finalmente, só na Inglaterra, Calvin. Pelo que consta, ele permaneceu na
folha de pagamento da igreja católica durante toda sua reforma! Os objetivos dos
jesuítas, segundo consta, era, entre outros, dividir o movimento da reforma.)
A doutrina da pré-destinação
de J. Calvino foi abandonada, coerentemente, por grande parte destes movimentos,
mas a sua cauda, a imperdibilidade da salvação, ainda não.
A Bíblia, na verdade,
não ensina que é Pedro, nem Paulo, nem João, etc. que está pré-destinado para a
salvação desde a fundação do mundo, e fulano e sicrano e beltrano para a perdição,
mas sim aqueles que crêem são "predestinados conforme o propósito daquele que
faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade, com o fim de sermos
para louvor da sua glória." Ef. 1:11b - 12a.
Isto é um conceito, um
princípio com um propósito: Os que crêem são pré-destinados para um propósito: para
louvor da sua glória. Em outras palavras: Deus estabeleceu que pela fé se viverá
para louvor da sua glória, então é coerente se afirmar que os que crêem são pré-destinados.
"E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção
de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que,
em qualquer nação, o teme (crê) e faz
o que é justo. Atos 10:34-35. De forma análoga à
resposta de Paulo ao Centurião: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo,
tu e a tua casa." Atos 16:31b.
Alguns interpretam esta
passagem erroneamente de que se o chefe da família é salvo todos os demais da sua
casa também serão salvos automaticamente. Mas não é isto que Paulo e Silas afirmaram
e sim a regra: Se tu crês, Cornélio, tu serás salvo. Se a tua esposa crê, ela será
salva, se teu filho crê, ele será salvo, etc. você, e a tua casa, quem dentre eles
crer será salvo.
A maior parte dos anabatistas
da época da reforma, e algumas igrejas renovadas atuais, pelo que eu sei, não entraram
no erro da imperdibilidade da salvação, porém penderam, geralmente, completamente
para o outro extremo: A perda da salvação a cada pecado cometido.
Onde, então, está o "centro",
a verdade bíblica?
Voltemos, para isto, mais
uma vez para o caso do divórcio e recasamento.
Adultério pode ser um
ato como também um estado.
No caso do ato (de qualquer
pecado): Se confessarmos os nossos pecados,
ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
I. Jo. 1:9
Isto é santificação e
fica claro que a nossa salvação não está em questionamento, porém, no estado de
adúltero, como no recasamento, a salvação está em questionamento se assim permanecer,
sem arrependimento e separação de camas, até a morte: "Eu, porém, vos digo
que qualquer que repudiar (= divorciar) sua mulher, a não ser por causa de prostituição,
faz que ela cometa adultério; e qualquer que casar
com a
repudiada comete adultério". Mat.
5:32
Há os que mantém que nesta
passagem não fica claro qual a repudiada, a inocente ou aquela que se prostituiu,
com a qual se casando se torna adúltero. No versículo anterior Jesus menciona a
tradição deles: “Qualquer que deixar sua esposa dê-lhe certidão de divórcio”. Jesus
responde, então, no versículo 32, "... qualquer que repudiar (= divorciar)
sua mulher, faz que ela cometa adultério; e qualquer que casar com
a repudiada comete adultério".
A regra da “exceção”:
“a não ser por causa de prostituição” deixa claro que neste caso o marido não “faz
que ela cometa adultério”, porque ela já cometeu adultério. Então não é desta que
Jesus trata em: “...e qualquer que casar com
a repudiada comete adultério” e sim da “inocentemente” divorciada,
(até) quem casa com ela comete adultério.
O casamento com uma divorciada
é estado contínuo de pecado de adultério. E é claro que qualquer pecado só pode
ser perdoado se confessado e deixado.
A passagem de Mateus deixa
bem claro de que até quem casar com uma legalmente divorciada comete adultério.
Uma divorciada!! Não resta o que discutir!! Se uma mulher de posse do certificado
de divórcio casar de novo, com outro, não só ela mas também o "novo marido"
estão em constante estado/pecado de adultério!! Isto não é tão incompreensível assim!?
Então só resta agir conforme
mandou Esdras: " Agora, pois, fazei confissão ao SENHOR, Deus de vossos pais,
e fazei a sua vontade; apartai-vos dos povos
das terras e das mulheres estranhas."
Esdras 10:11
As mulheres dos povos
pagãos e perversos eram proibidas para os Israelenses como o é para nós casarmos
com divorciadas, mesmo que legalmente!
E quem se recusar: "seja
entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia
do Senhor Jesus". I. Cor. 5:5
O "para que"
estabelece uma condicionante. A destruição da carne era, certamente, para incapacitar
fisicamente o relacionamento pecaminoso da pessoa para que ela pudesse refletir
e se arrepender do seu pecado para que o seu espírito seja salvo no Dia do Senhor
Jesus. A alternativa contrária da condicionante é: seu espírito não será salvo,
i.é perdido, no Dia do Senhor Jesus se através da destruição da carne, que provoca
a cessação do pecado, não seguir o reconhecimento e o arrependimento do pecado,
ou se a carne de tais não for entregue para destruição a satanás poderá não haverá
cessação do pecado e não haverá reflexão para o arrependimento e o espírito não
será salvo no dia do Senhor Jesus. É o que esta passagem infere diretamente. O estado,
a vida no pecado, leva à perdição se não for confessado e deixado antes da morte.
Por causa disto Paulo estava tão indignado com os Coríntios: "Estais inchados
e nem ao menos vos entristecestes, por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu
tal ação." 1. Cor. 5:2
Mesmo com a carne destruída
por satanás não se garante a salvação do espírito. Há necessidade de arrependimento
sincero antes da total destruição, da morte. Mesmo para aqueles citados em I. Cor.
11.
Nos casos de pecado para
a morte João afirma: "Há pecado para morte e
por esse não digo que ore. I. João 5:16b Quer dizer para estes não há espaço
para disciplina ou exortação. (Vide lista de pecados para morte na lei de Moisés.
Êxodo 22:19, Levítico 19 e 20),
"Não digo que ore"
= não digo que peça por compreensão, comiseração, compaixão ou arrependimento. Só
resta indignação e ação imediata de afastamento destes da comunhão, sem período
de reflexão e ou disciplina. Depois há tempo suficiente para reflexão, arrependimento
e perdão ao transgressor fora da comunhão e, caso se arrependa, retorno à comunhão.
Deus perdoa, sim, mas
jamais santifica o estado da imoralidade, independentemente das conseqüências emocionais,
financeiras e ou sociais. A justiça de Deus precisa ser restabelecida. Pense, como
no caso acima, de Israel, a dificuldade das mulheres estranhas que os Israelitas
tiveram que mandar embora. Não há argumento a favor do dano menor. A justiça de
Deus vem sempre em primeiro lugar. A justiça de Deus precisa ser restabelecida,
custe o que custar e não tem como obter perdão ficando com a "ovelha"
roubada.
E aqueles que se divorciaram
antes de receberem a Cristo? "Irmãos, cada um fique diante de Deus no estado
em que foi chamado. "1 Cor. 7:24 pode,
talvez, ser considerado.
Mesmo assim fica aqui
registrado que João Batista e Tyndale foram executados por denunciarem o casamento
ilícito de reis incrédulos de suas épocas. O rei do caso de Tyndale tinha o divórcio
regularizado na igreja e no estado, mesmo assim Tyndale não o reconheceu dentro
da vontade de Deus e não temeu, denunciá-lo até a morte, sendo executado por este
exato motivo.
Então, não use a minha
eventual interpretação de I. Cor. 7:24 para tranqüilizar a sua consciência. Você
responde por si próprio a Deus.
Petrovski, cristão e ex-prisioneiro
da ex-União Soviética, foi forçado pela KGB para elaborar um tratado sobre como
erradicar os cristãos, a igreja de Jesus Cristo. Petrovski concluiu que não há com
o que destruir a igreja a não ser por apenas um caminho: Levar Deus a destruir a
sua própria igreja induzindo-a a viver no pecado, conforme Apoc.2:5, "Lembra-te,
pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente
virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te
arrependeres."
Este plano de induzir/seduzir
a igreja ao pecado com o firme propósito de destruí-la, creio eu, está, com sucesso,
em pleno vigor e tem seus arautos entre os cristãos, humanamente falado, mais nobres.
Eu sinto um enorme peso
de responsabilidade por causa de: "Semelhantemente, quando o justo
se desviar da sua justiça e fizer maldade, e eu puser diante dele
um tropeço, ele morrerá; porque, não o avisando tu, no seu pecado
morrerá, e suas justiças que praticara não
virão em memória, mas o seu sangue
da tua mão o requererei." Ez. 3:20
Por outro lado a minha
carne teme o isolamento por causa desta exposição. Assim mesmo prefiro ter a minha
alma livre do sangue dos justos e infiéis desviados. Prefiro o isolamento dos irmãos
do que a cobrança de Deus.
Se eu estiver errado,
não causo dano ou prejuízo a ninguém. Se você estiver errado você será responsabilizado
por Deus pela perdição eterna de pessoas. Como você responderá a Deus por estas
almas? Você estaria (na realidade isto não é possível) disposto, em princípio, a
ir para a condenação eterna no lugar daquele que você, eventualmente, ensinou erradamente?
Você pode afirmar com sinceridade, neste momento: "Sim, Senhor e santo Deus,
eu estou disposto a ir à condenação eterna por qualquer que se perder por causa
desta minha doutrina da imperdibilidade da salvação."?
Só na afirmativa você
poderia continuar ensinando, sinceramente, a doutrina da imperdibilidade da salvação.
Quer dizer: Na dúvida
fique do lado seguro.
Não esqueça de perguntar
o seu pastor ou presbítero se ele está disposto a assumir a condenação por você
caso ele se enganou.
Está na hora de refletirmos
e proclamarmos ousadamente: Quem vive no pecado vai para a condenação eterna independentemente
de qual é o seu testemunho a respeito de Jesus!!
Esta é a minha sincera
convicção e preocupação.
Isolamento? Certamente
virá.
"Mas de vós, ó amados,
esperamos coisas melhores e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim
falamos." Heb 6:9
Waldemar Janzen, 15 julho
de 2006
PS1:
As afirmações bíblicas
sobre segurança da salvação podem e devem
ser entendidas como fatores de segurança mas não como imperdibilidade da salvação.
Um avião, por exemplo,
tem fatores de segurança embutidos em sua construção e operação. As asas tem resistência
para suportarem algumas, talvez cinco, vezes os esforços normais de sustentação
do peso próprio. O trem de aterrissagem também e assim os demais componentes. O
sistema de acionamento do controle das superfícies de direção e atitude são, nos
aviões comerciais, munidos de três sistemas paralelos independentes. Mesmo falhando
dois sistemas o avião continua voando com segurança.
O avião é, por causa disto,
totalmente seguro contra panes? Não. Se consecutivamente for negligenciada a manutenção
ou se da segurança se abusar é possível que o avião um dia caia.
Semelhantemente a salvação.
Ela vem embutida com muitos fatores de segurança e recursos. Disto é que falam as
passagens que são erroneamente interpretadas como imperdibilidade da salvação. Nós
não somos destruídos, mesmo que merecíamos, a cada pecado que cometemos porque temos
um sumo sacerdote que intervém por nós e o sangue do qual nos purifica de todo o
pecado cometido e arrependido (ato de branqueamento) depois de sermos salvos. Há,
no entanto, convertidos que vivem deliberadamente em pecados. Eles, eventualmente
são avisados através de enfermidades que algo está errado. Não havendo arrependimento
o estado se agrava. Se assim continuarem podem até morrer pelos pecados. Havendo
arrependimento antes da morte salvam a sua alma. Mas, mesmo frente às enfermidades
não havendo arrependimento vão para a eterna condenação.
Aqueles que vieram da
grande tribulação, Apoc. 7, “branquejaram as suas vestes no sangue do Cordeiro.
Subentende-se: Todos. Quem fez isto? Eles próprios e não Jesus. Portanto, se você
não branquejar as suas vestes no sangue do Cordeiro você não entrará lá.
PS2.: Muitos
dos Calvinistas mantém que quem, depois de confessar o Senhor Jesus, se envolver
em uma vida no pecado, nunca foi de fato salvo. Então lhes pergunto: E você, tem
certeza de que até a morte, nunca vai se envolver em pecado? Eles respondem: Não
sabemos.
Eu, então concluo: Se você não sabe se você não se vai meter em uma vida
pecaminosa até a morte então você não pode ter certeza da salvação.
Você percebe como a imperdibilidade da salvação exclui a certeza da salvação?
Se por outro lado, a sua resposta é: “Sim eu nunca mais na minha vida
vou passar a viver no pecado”, você o afirma na sua própria expressão de
vontade e, conseqüentemente, passa a ser salvação por obras, segundo a sua
própria definição.
A única opção de resposta sincera que resta para aqueles que defendem a
imperdibilidade da salvação é: “Não sei se estou salvo”!! Incerteza da
salvação!!
E-mail, com alguns aditamentos:
Caro irmão E.,
quero salientar que não estamos aqui discutindo Certeza
da Salvação e sim Imperdibilidade da Salvação.
Espero que recebeu ontem o meu e-mail anteriormente
enviado com as respostas aos vers. citados por você no e-mail anterior.
Recentemente recebi uma lista de mais de 200 versículos
como prova da imperdibilidade da salvação. Todos são mal entendidos e mal aplicados.
Nenhum deles ensina de fato a imperdibilidade da salvação.
Do último e-mail
Primeiro o versículo de II. Timóteo 1:9 "Que nos
salvou e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo
o seu próprio propósito e graça que foi nos dada em CRISTO JESUS antes dos tempos
dos séculos".
Isto é uma afirmação do propósito da criação e uma afirmação
em princípio e não nominal, tipo, Pedro, Edson, Waldemar. Todos foram chamados desta
forma, porém apenas uma parte da população atendeu/atende. Não se refere a pessoas
específicas e sim genericamente e a todos os que crêem e vem a crer.
O outro versículo: João 5:24 " Na verdade, na verdade
vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida
eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para vida."
Observe o tempo do verbo "crê", ele está no
presente do indicativo. No grego ele está no chamado aoristo, isto é no presente
contínuo. Se este versículo quisesse afirmar que a salvação é imperdível ele forçosamente
teria de estar no passado: Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e CREU naquele que me enviou, tem a vida
eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para vida."
Segundo: Há uma controvérsia quanto ao uso do artigo
(considerado oculto no grego) em muitos lugares. Um deles é antes de "vida
eterna". O artigo antes de vida eterna, no grego, existe apenas em:
I. Jo.3:24 – 25 “Permaneça em vocês, portanto, aquilo
que ouviram desde o princípio. Se permanecer em vocês o que ouviram desde o princípio,
também vocês permanecerão no Filho e no Pai. E esta é a promessa que ele nos prometeu:
A vida, a eterna.”
E o
que aqui é A vida, a eterna? Uma promessa e não uma posse, e está atrelada em "permanecer,
Jesus em nós e nós nele”.
Quando
aparece sem o artigo, como o é no grego em
"Na verdade, na verdade vos digo que quem houve a minha palavra, e crê
naquele que me enviou, tem vida eterna,"
significa qualidade.
A tradução
correta é:
“Com certeza, com certeza lhes digo: Aquele que crê
em mim tem vida eterna”.
A negativa da mesma frase seria: Com certeza, com
certeza lhes digo: Aquele que deixar de crer em mim não tem mais vida eterna
O outro: João 6:37 e 40 " Todo que o Pai me dá
virá a min, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.
É claro que Deus não nos lança fora mas isto não implica que nós não podemos fugir.
Mas...
Mat. 10:32 – 33 Portanto, todo aquele que me confessar
diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus;
mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai,
que está nos céus.
Deixou de confessar = negar, será negado (lançado fora,
sim) por Jesus diante do Pai.
Deixou de crer deixou de ter vida eterna.
Não é o caso de um pecado e sim uma atitude perante
Deus e uma vida contínua no pecado.
Tem uma outra palavra com a qual muitos tem problemas,
essa é "lembrar". A versão em Hebr.8:12. Porque serei propício com as suas ilegalidades,
e de seus pecados e de suas infrações jamais me lembrarei."
esta afirmação não implica que Deus esqueceu nossos pecados e
sim que não os leva mais em conta. A palavra mais próxima seria "relembrar".
Os pecados perdoados de muitos estão escritos na Bíblia. Será que Deus não sabe
ler e os esqueceu?
Aliás tem uma parábola muito clara que Deus não se esquece, de
fato, dos nossos pecados e debaixo de que condições não os leva novamente em conta.
Veja a parábola
Mat. 18:23. Por isso o Reino
dos Céus é comparado a uma pessoa, um rei,
que queria ajustar as contas com os seus servos.
24. Começando ele, pois, a apurar as contas, trouxeram-lhe
alguém que lhe devia dez mil talentos[1][1].
25. Não tendo ele, porém, com que pagar, seu senhor
ordenou que fosse vendido ele, bem como sua esposa, seus filhos e tudo quanto possuía,
para efetivar-se o pagamento.
26. O servo, com isso, caindo no chão, prostrou-se
diante dele, dizendo: ‘Senhor, seja longânime para comigo e tudo lhe pagarei’.
27. Compadecido, então, o senhor daquele servo
soltou-o e perdoou-lhe sua dívida.
28. Saindo, porém, esse servo, encontrou outro
conservo seu, que lhe devia cem denários[2][2].
Mas ele, agarrando-o, estrangulava-o, dizendo: ‘Pague-me o que me deve!’.
29. Caindo, então, aos seus pés, seu conservo implorava,
dizendo: ‘Seja longânime para comigo, e tudo lhe pagarei’.
30. Ele, porém, não queria, antes foi e lançou-o na prisão,
até que pagasse o que devia.
31. Vendo, pois, seus conservos o acontecido, ficaram
tremendamente indignados, e foram e contaram ao seu senhor tudo o que havia acontecido.
32. Chamando-o, então, o seu senhor, disse-lhe:
‘Servo maldoso! Perdoei-lhe toda aquela dívida, sendo que
você me implorou,
33. Não teria sido sua obrigação ter tido compaixão
do seu conservo, assim como eu tive compaixão de você?!’
34. E, ficando enraivecido,
o seu senhor entregou-o aos torturadores, até que lhe pagasse tudo que lhe devia.
35. Assim
também o meu Pai celeste lhes fará, a
menos que vocês perdoem a cada um de seus irmãos, do fundo de seus corações, as
suas transgressões.”
Resumindo:
Inicialmente Deus deu o perdão.
O perdoado passou a ter vida eterna.
O perdoado, no entanto não perdoou aos seus devedores.
Deus revogou, sim revogou o seu perdão!!
O perdoado deixou de ser perdoado e consequentemente deixou de
ser salvo.
Pelo fato de a dívida ser impagável = 12 toneladas de prata, a condenação foi eterna.
Assim também... deixa claro de que se refere a aqueles quem teimam
viver no pecado.
"a menos que" é uma condicionante: Se nós não perdoarmos
aos nossos devedores nosso perdão da parte de Deus será revogado.
Não sei o que um pregador da imperdibilidade da salvação teria
a comentar sobre este texto!!
“Jesus já se queixava que
os fariseus de sua época anulavam a Lei pela tradição. O caso da doutrina (errada)
da imperdibilidade da salvação é um caso clássico moderno. As palavras de Jesus
na parábola acima estão anuladas com a doutrina da imperdibilidade da salvação.
Um querido irmão, defensor da doutrina da imperdibilidade da salvação, depois de ouvir todo o exposto, me disse: Se você tiver razão deveríamos ter uma afirmação clara desta doutrina tipo: quem voltar a viver no pecado perde a salvação.
Mais tarde eu lhe mostrei Romanos 11:17 a 23. Ali está com todas as letras de que podemos perder a salvação se voltarmos à incredulidade: Rom11:22 Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado.
Bem, se assim mesmo você quer manter
a sua doutrina é responsabilidade sua. Só para eu estar convencido que você realmente
crê assim e, de fato, não duvida no fundo do seu coração me comunique que você sinceramente
está disposto, em princípio, a ir para a condenação eterna, caso você se enganou
na sua doutrina, no lugar daquele que confiou na sua doutrina e por esse motivo
foi parar no inferno.
Desafio: Ainda estou aguardando pelo primeiro a assumir esta responsabilidade
por escrito. Meu e-mail é waldemarAROBAwaetech.com.br. A data do início do desafio:
Setembro de 2006. Me comprometo a publicar aqui o número de irmãos que assumiram
por escrito.
Irmãos que desde
Setembro 2006 até Maio de 2009 assumiram a responsabilidade sobre a sua doutrina
da imperdibiliade da salvação: Zero
Apesar de dezenas de milhares
de acessos ao site. Aqui está o meu e-mail para que ninguém se escusa: waldemar(AaRrOoBA)waetch.com.br
ACOMPANHE A ATUALIZAÇÃO.
Não leve a sério o que os
seus mestres espirituais ensinam mas não assumem!!
Parece que em reação
inconformada com este artigo alguém escreveu em uma lista que ele supunha que aqueles
que não acreditavam na imperdibilidade da salvação não eram verdadeiramente salvos!
Bem, isto seria uma nova revelação
de uma nova doutrina que não se encontra nas Escrituras!! Se alguém acredita em
novas revelações pode acrescentar à esta intermináveis heresias adicionais.
No amor do Senhor e Salvador Jesus
Cristo
seu amigo e irmão
Waldemar Janzen