Presbíteros
e Pastores no Inferno?
Nota:
Vide contagem de desafio no final da página.
Geralmente nós
estamos mais dispostos e qualificados para apontarmos erros nas igrejas e
movimentos externos aos nossos. Isto também é necessário.
Observa-se, no
entanto, um desenvolvimento pecaminoso em franco crescimento dentro das
"nossas" igrejas e à este cabe esta reflexão.
Cada vez mais membros
das igrejas se divorciam e se recasam. Cada vez se ouve mais comentários sobre
membros de igreja, entre os quais não poucos dos seus líderes, praticando sexo
anal com seus cônjuges, e homosexuais são cada vez mais tolerados como membros
das igrejas.
NÃO PARE DE LER NEM
DE FECHAR A QUESTÃO APÓS O PARÁGRAFO SEGUINTE!!!!
Toda a gravidade
desse estado de pecados nas igrejas, no entanto, não seria tão gigante se não
fosse amenizado/tolerado/favorecido pela doutrina: "Uma vez salvo, sempre
salvo", a, dita, segurança/imperdibilidade da salvação. Prega-se ao mundo
para se arrepender destes pecados, e todos os demais, e receber a Cristo, para
escapar da condenação eterna, e, depois, de terem recebido a Cristo, se ensina
que ninguém mais vai para a condenação eterna, o inferno, depois para o lago de
fogo, por causa da permanência/vivência, nestes
mesmos pecados porque pela graça sois salvos.
DEIXE DURANTE ESTA
LEITURA SUA DOUTRINA DE LADO E SEJA SUFICIENTEMENTE ABERTO PARA AO MENOS
CONSIDERAR A QUESTÃO!!!! EU TENHO PLENA CONSCIÊNCIA DA SUA DIFICULDADE.
Um pastor batista
independente, também relativamente solidário com a doutrina acima, chamou à
minha atenção o fato de que os batistas e outros evangélicos da ex-União
Soviética, ao contrário, crêem que se perde a salvação a cada pecado ainda não
confessado e se recupera a salvação após o arrependimento específico de cada e
todo pecado.
Ambos os
batistas/evangélicos se excluem/omitem/constrangem mutuamente por causa desta
diferença na doutrina.
O que se pode
concluir é que, no mínimo, uma, mas, possivelmente ambas as doutrinas não são
bíblicas e nem faziam parte da fé dos cristãos históricos, crentes desde João
Batista.
Averiguamos.
"Já por carta vos tenho escrito
que não vos associeis com os que se prostituem; isso não quer dizer
absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os
roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do
mundo. Mas, agora, escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso,
ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal
nem ainda comais." I. Cor. 5: 9-11 ¶
O "for"
define estado de pecado e não um ato isolado.
Fica claro que a
advertência acima foi escrita para os irmãos praticantes
destes pecados e não para as pessoas do mundo, e com um sério alerta: "Não
erreis (irmãos): nem os (irmãos) devassos, nem os (irmãos) idólatras, nem os
(irmãos) adúlteros, nem os (irmãos) efeminados (homosexuais), nem os (irmãos)
sodomitas (praticantes de sexo anal, mesmo se entre marido e mulher.), nem os
(irmãos) ladrões, nem os (irmãos) avarentos, nem os (irmãos) bêbados, nem os
(irmãos) maldizentes, nem os (irmãos) roubadores herdarão
o Reino de Deus. I. Cor. 6:10
Não sabeis que os
(irmãos) injustos (escrito para a igreja de Corinto.) não hão de herdar o Reino de Deus? I. Cor. 6:9
Mas, apesar disto, e
contrário à exortação de Paulo, grande parte da igreja atual erra usando
malabarismos teológicos para escusar e contrariar a afirmação cristalina das
Escrituras.
Também não nos
iludamos que a maioria vai atrás dos outros, caso contrário não seria possível
manter tamanha hegemoniedade nesta doutrina aqui no ocidente, nem no oriente
com doutrinas opostas e mutuamente exclusivas.
Mas o que quer dizer:
"herdarão o Reino de Deus"?
"Então, dirá o
Rei aos que estiverem à sua direita:
Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o
Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;"
Mat. 25:34
O que quer dizer:
"não herdarão o Reino de Deus"?
"Então, dirá
também aos que estiverem à sua esquerda:
Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus
anjos;" Mat. 25:41
Alguém poderia
inferir de que as passagens acima não tratam da igreja.
É possível, mas fala
da herança do Reino, e é disto que as passagens anteriores também tratam. Por
acaso não é o mesmo Reino de Deus que pretendemos herdar? Por acaso vão existir
dois reinos de Deus? Ou vai haver participantes do reino que podiam e outros
que não podiam viver no pecado?
Por isso Tiago
afirma:
"Vedes, então,
que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé." Tiago 2:24 e também na
Carta aos Hebreus:
"para que vos
não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e
paciência, herdam as
promessas". Heb. 6:12
Que promessas? A
principal e eliminatória:
E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.
I. João 2:25
A vida eterna é, por
enquanto, uma promessa a ser herdada, da qual o Espírito Santo é o penhor, por
isso afirmamos que já a temos, mesmo que sob esperança, mas não é um fato
consumado. Se fosse fato consumado não haveria necessidade do penhor. II. Cor.
1:22. I. Cor. 5:5 ... (O) Espírito, Ef. 1:14 o qual é o penhor da nossa
herança, para redenção da possessão de Deus,
para louvor da sua glória.
Ou: "O qual é o
penhor da nossa herança, até ao resgate de sua aquisição,"
Redimir/resgatar que
possessão/aquisição? Nós. Nós fomos adquiridos por Deus pelo sangue precioso de
Jesus Cristo! O nosso resgate, no entanto, ainda está no futuro. No momento
temos o penhor, o Espírito Santo, que garante o nosso resgate se permanecermos
fiéis e não formos negligentes. Heb. 6:12
Donde, então, vem a
doutrina da imperdibilidade da salvação?
Inicialmente, creio
eu, da igreja católica. No batismo infantil se declara cristão, vida eterna, ao
nenê batizante! Os Reformadores herdaram esta doutrina da igreja católica.
Lutero perdeu a oportunidade de incluir este erro nas suas 95 teses apregoadas
na porta da catedral de Wittemberg. Os luteranos e os anglicanos declaram,
ainda hoje, de cristão = vida eterna (imperdível) às crianças nos seus
batismos, se é que, na Confirmação, põe, até certo ponto, a declaração ao
infante em dúvida. Para que alguém precisa ser confirmado se o batismo foi
válido? E o que do destino daqueles que foram batizados, mas não participaram
da Confirmação?
Por causa da forte
ênfase da carta de Tiago nas obras relacionadas à salvação, Lutero achava a
mesma uma palha e a colocou, por este motivo, fora de ordem, bem ao final, só
antes do Apocalipse. Tyndale o seguiu nesta ordem dos livros do NT. Vê como a
opinião pré-conceituada marca o relacionamento com a Palavra de Deus?
Lutero foi um passo
além dos atuais batistas e movimentos dos irmãos ocidentais. Ele ainda mantinha
que nem era possível alguém fazer a decisão para receber a Jesus Cristo senão a
salvação seria por obras e não pela graça! A própria decisão para ele era obra
insustentavelmente contrária à graça. Deus fazia tudo. Você era, tipo, colocado
em ressonância com o amor de Deus, sem conscientemente consenti-lo.
As nossas igrejas,
que ensinam a doutrina da imperdibilidade da salvação, mantém que a necessidade
de se viver fora do pecado para se herdar a vida eterna é salvação pelas obras,
mas, geralmente, mantém de que se deve fazer uma decisão por Jesus Cristo.
Repito, Lutero só foi um degrau adiante, ou as nossas igrejas recuaram um
degrau, ao afirmar que a própria decisão por Jesus é salvação pelas obras,
portanto não temos como fazer a decisão. Deus faz tudo por nós, senão não é
graça. Nas nossas igrejas a decisão, em si, não é considerada obra, mas a
permanência em Cristo, sim.
A necessidade de se
receber (ato voluntário pessoal) a Cristo, era para Lutero salvação por obras
da mesma forma, e pelo mesmo motivo e argumento, como a doutrina da
perdibilidade da salvação, geral ou bíblica (condicional), é considerada, de
salvação por obras por aqueles que ensinam a doutrina da imperdibilidade da
salvação.
A maior obra da
criação de Deus é a faculdade de podermos opinar e optar. Este é o aspecto mais
altivo e no qual mais nos assemelhamos a Deus. Ao ensinar que depois da
salvação perdemos a capacidade de optar, por bem ou por mal, os adeptos da
segurança da salvação podaram uma "asa" desta grandiosidade da
criação de Deus. Lutero podou a ambas. Vide Lógica
Pelo que um irmão me
informou, existe uma Igreja Batista
Uma coisa é a
salvação em si, outra é a permanência sob a salvação. A primeira nos é
impossível de realizarmos por nós mesmos, é unicamente graça, a segunda nos é
cobrada, é ao nosso encargo. A capacitação de vencermos o pecado e
permanecermos sob a graça é de Deus, mas a manifestação da vontade de querermos
vencer e sermos guardados e tomarmos as atitudes cabíveis, é nossa, mesmo que
instigados por Deus.
A salvação é pela
graça e unicamente através do sacrifício de Jesus Cristo. Nós não tínhamos o
que oferecer nem a contribuir. Esta salvação, no entanto, só tem eficácia para
a nossa vida se,
O movimento dos
irmãos, segundo tenho sido instruído, foi fundado pelo clérico luterano
Brockhaus na Alemanha e pelo clérico anglicano Darby na Inglaterra. Ambos os
movimentos rechaçaram, coerentemente, o batismo infantil, mas mantiveram a
imperdibilidade da salvação, inerente ao batismo infantil e à doutrina da
pré-destinção de João Calvino. Deste um pouco mais, mais tarde. Os batistas
ocidentais e o movimento dos irmãos se alinharam, em parte, nestes pontos com
as doutrinas destes líderes e movimentos e ainda, em parte, com sua doutrina
errônea da pré-destinção, a qual contém, inerentemente e coerentemente, a
imperdibilidade da salvação. (É interessante observar a mutação do nome de
Calvin. Na Suíça se chamou Cohen (nome de descendentes da linha sacerdotal
israelense, de Aarão.) na França Cauim e finalmente, só na Inglaterra, Calvin.
Pelo que consta, ele permaneceu na folha de pagamento da igreja católica
durante toda sua reforma! Os objetivos dos jesuítas, segundo consta, era, entre
outros, dividir o movimento da reforma.)
A doutrina da
pré-destinação de J. Calvino foi abandonada, coerentemente, por grande parte
destes movimentos, mas a sua cauda, a imperdibilidade da salvação, ainda não.
A Bíblia, na verdade,
não ensina que é Pedro, nem Paulo, nem João, etc. que está pré-destinado para a
salvação desde a fundação do mundo, e fulano e sicrano e beltrano para a
perdição, mas sim aqueles que crêem são "predestinados conforme o
propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua
vontade, com o fim de sermos para louvor da sua glória." Ef. 1:11b - 12a.
Isto é um conceito,
um princípio com um propósito: Os que crêem são pré-destinados para um
propósito: para louvor da sua glória. Em outras palavras: Deus estabeleceu que
pela fé se viverá para louvor da sua glória, então é coerente se afirmar que os
que crêem são pré-destinados. "E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço,
por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação,
o teme (crê) e faz o que é justo. Atos 10:34-35. De forma análoga à
resposta de Paulo ao Centurião: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo,
tu e a tua casa." Atos 16:31b.
Alguns interpretam
esta passagem erroneamente de que se o chefe da família é salvo todos os demais
da sua casa também serão salvos automaticamente. Mas não é isto que Paulo e
Silas afirmaram e sim a regra: Se tu crês, Cornélio, tu serás salvo. Se a tua esposa
crê, ela será salva, se teu filho crê, ele será salvo, etc. você, e a tua casa,
quem dentre eles crer será salvo.
A maior parte dos
anabatistas da época da reforma, e algumas igrejas renovadas atuais, pelo que
eu sei, não entraram no erro da imperdibilidade da salvação, porém penderam,
geralmente, completamente para o outro extremo: A perda da salvação a cada
pecado cometido.
Onde, então, está o
"centro", a verdade bíblica?
Voltemos, para isto,
mais uma vez para o caso do divórcio e recasamento.
Adultério pode ser um
ato como também um estado.
No caso do ato (de
qualquer pecado): Se confessarmos os
nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar
de toda injustiça. I. Jo. 1:9
Isto é santificação e
fica claro que a nossa salvação não está em questionamento, porém, no estado de
adúltero, como no recasamento, a salvação está em questionamento se assim
permanecer, sem arrependimento e separação de camas, até a morte: "Eu,
porém, vos digo que qualquer que repudiar (= divorciar) sua mulher, a não ser
por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério; e qualquer que casar com
a repudiada comete adultério". Mat. 5:32
Há os que mantém que
nesta passagem não fica claro qual a repudiada, a inocente ou aquela que se
prostituiu, com a qual se casando se torna adúltero. No versículo anterior
Jesus menciona a tradição deles: “Qualquer que deixar sua esposa dê-lhe
certidão de divórcio”. Jesus responde, então, no versículo 32, "...
qualquer que repudiar (= divorciar) sua mulher, faz que ela cometa adultério; e
qualquer que casar com a
repudiada comete adultério".
A regra da “exceção”:
“a não ser por causa de prostituição” deixa claro que neste caso o marido não
“faz que ela cometa adultério”, porque ela já cometeu adultério. Então não é
desta que Jesus trata em: “...e qualquer
que casar com
a repudiada comete adultério” e sim da “inocentemente”
divorciada, (até) quem casa com ela comete adultério.
O casamento com uma
divorciada é estado contínuo de pecado de adultério. E é claro que qualquer
pecado só pode ser perdoado se confessado e deixado.
A passagem de Mateus
deixa bem claro de que até quem casar com uma legalmente divorciada comete
adultério. Uma divorciada!! Não resta o que discutir!! Se uma mulher de posse
do certificado de divórcio casar de novo, com outro, não só ela mas também o
"novo marido" estão em constante estado/pecado de adultério!! Isto
não é tão incompreensível assim!?
Então só resta agir
conforme mandou Esdras: " Agora, pois, fazei confissão ao SENHOR, Deus de
vossos pais, e fazei a sua vontade; apartai-vos dos povos das terras e das mulheres estranhas." Esdras 10:11
As mulheres dos povos
pagãos e perversos eram proibidas para os Israelenses como o é para nós
casarmos com divorciadas, mesmo que legalmente!
E quem se recusar:
"seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito
seja salvo no Dia do Senhor Jesus". I. Cor. 5:5
O "para
que" estabelece uma condicionante. A destruição da carne era, certamente,
para incapacitar fisicamente o relacionamento pecaminoso da pessoa para que ela
pudesse refletir e se arrepender do seu pecado para que o seu espírito seja
salvo no Dia do Senhor Jesus. A alternativa contrária da condicionante é: seu
espírito não será salvo, i.é perdido, no Dia do Senhor Jesus se através da
destruição da carne, que provoca a cessação do pecado, não seguir o
reconhecimento e o arrependimento do pecado, ou se a carne de tais não for
entregue para destruição a satanás poderá não haverá cessação do pecado e não
haverá reflexão para o arrependimento e o espírito não será salvo no dia do
Senhor Jesus. É o que esta passagem infere diretamente. O estado, a vida no
pecado, leva à perdição se não for confessado e deixado antes da morte. Por
causa disto Paulo estava tão indignado com os Coríntios: "Estais inchados
e nem ao menos vos entristecestes, por não ter sido dentre vós tirado quem
cometeu tal ação." 1. Cor. 5:2
Mesmo com a carne
destruída por satanás não se garante a salvação do espírito. Há necessidade de
arrependimento sincero antes da total destruição, da morte. Mesmo para aqueles
citados
Nos casos de pecado
para a morte João afirma: "Há pecado
para morte
e por esse não digo que ore. I. João 5:16b Quer dizer para
estes não há espaço para disciplina ou exortação. (Vide lista de pecados
para morte na lei de Moisés. Êxodo 22:19, Levítico 19 e 20),
"Não digo que
ore" = não digo que peça por compreensão, comiseração, compaixão ou
arrependimento. Só resta indignação e ação imediata de afastamento destes da
comunhão, sem período de reflexão e ou disciplina. Depois há tempo suficiente
para reflexão, arrependimento e perdão ao transgressor fora da comunhão e, caso
se arrependa, retorno à comunhão.
Deus perdoa, sim, mas
jamais santifica o estado da imoralidade, independentemente das conseqüências
emocionais, financeiras e ou sociais. A justiça de Deus precisa ser
restabelecida. Pense, como no caso acima, de Israel, a dificuldade das mulheres
estranhas que os Israelitas tiveram que mandar embora. Não há argumento a favor
do dano menor. A justiça de Deus vem sempre em primeiro lugar. A justiça de
Deus precisa ser restabelecida, custe o que custar e não tem como obter perdão
ficando com a "ovelha" roubada.
E aqueles que se
divorciaram antes de receberem a Cristo? "Irmãos, cada um fique diante de
Deus no estado em que foi chamado.
"1 Cor. 7:24 pode, talvez, ser considerado.
Mesmo assim fica aqui
registrado que João Batista e Tyndale foram executados por denunciarem o
casamento ilícito de reis incrédulos de suas épocas. O rei do caso de Tyndale
tinha o divórcio regularizado na igreja e no estado, mesmo assim Tyndale não o
reconheceu dentro da vontade de Deus e não temeu, denunciá-lo até a morte,
sendo executado por este exato motivo.
Então, não use a
minha eventual interpretação de I. Cor. 7:24 para tranqüilizar a sua
consciência. Você responde por si próprio a Deus.
Petrovski, cristão e
ex-prisioneiro da ex-União Soviética, foi forçado pela KGB para elaborar um
tratado sobre como erradicar os cristãos, a igreja de Jesus Cristo. Petrovski
concluiu que não há com o que destruir a igreja a não ser por apenas um
caminho: Levar Deus a destruir a sua própria igreja induzindo-a a viver no
pecado, conforme Apoc.2:5, "Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te,
e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei
do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres."
Este plano de
induzir/seduzir a igreja ao pecado com o firme propósito de destruí-la, creio
eu, está, com sucesso, em pleno vigor e tem seus arautos entre os cristãos,
humanamente falado, mais nobres.
Eu sinto um enorme
peso de responsabilidade por causa de: "Semelhantemente, quando o
justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, e eu
puser diante dele um tropeço, ele morrerá; porque, não o avisando
tu, no seu pecado morrerá, e suas justiças que praticara não virão em memória, mas o seu sangue da tua mão o requererei." Ez.
3:20
Por outro lado a
minha carne teme o isolamento por causa desta exposição. Assim mesmo prefiro
ter a minha alma livre do sangue dos justos e infiéis desviados. Prefiro o
isolamento dos irmãos do que a cobrança de Deus.
Se eu estiver errado,
não causo dano ou prejuízo a ninguém. Se você estiver errado você será
responsabilizado por Deus pela perdição eterna de pessoas. Como você responderá
a Deus por estas almas? Você estaria (na realidade isto não é possível)
disposto, em princípio, a ir para a condenação eterna no lugar daquele que
você, eventualmente, ensinou erradamente? Você pode afirmar com sinceridade,
neste momento: "Sim, Senhor e santo Deus, eu estou disposto a ir à
condenação eterna por qualquer que se perder por causa desta minha doutrina da
imperdibilidade da salvação."?
Só na afirmativa você
poderia continuar ensinando, sinceramente, a doutrina da imperdibilidade da
salvação.
Quer dizer: Na dúvida
fique do lado seguro.
Não esqueça de
perguntar o seu pastor ou presbítero se ele está disposto a assumir a
condenação por você caso ele se enganou.
Está na hora de
refletirmos e proclamarmos ousadamente: Quem vive no pecado vai para a
condenação eterna independentemente de qual é o seu testemunho a respeito de
Jesus!!
Esta é a minha
sincera convicção e preocupação.
Isolamento?
Certamente virá.
"Mas de vós, ó
amados, esperamos coisas melhores e coisas que acompanham a salvação,
ainda que assim falamos." Heb 6:9
Waldemar Janzen, 15
julho de 2006
PS1:
As afirmações
bíblicas sobre segurança da salvação podem e devem ser entendidas como
fatores de segurança mas não como imperdibilidade da salvação.
Um avião, por
exemplo, tem fatores de segurança embutidos em sua construção e operação. As
asas tem resistência para suportarem algumas, talvez cinco, vezes os esforços
normais de sustentação do peso próprio. O trem de aterrissagem também e assim
os demais componentes. O sistema de acionamento do controle das superfícies de
direção e atitude são, nos aviões comerciais, munidos de três sistemas
paralelos independentes. Mesmo falhando dois sistemas o avião continua voando
com segurança.
O avião é, por causa
disto, totalmente seguro contra panes? Não. Se consecutivamente for
negligenciada a manutenção ou se da segurança se abusar é possível que o avião
um dia caia.
Semelhantemente a
salvação. Ela vem embutida com muitos fatores de segurança e recursos. Disto é
que falam as passagens que são erroneamente interpretadas como imperdibilidade
da salvação. Nós não somos destruídos, mesmo que merecíamos, a cada pecado que
cometemos porque temos um sumo sacerdote que intervém por nós e o sangue do
qual nos purifica de todo o pecado cometido e arrependido (ato de
branqueamento) depois de sermos salvos. Há, no entanto, convertidos que vivem
deliberadamente
Aqueles que vieram da
grande tribulação, Apoc. 7, “branquejaram as suas vestes no sangue do Cordeiro.
Subentende-se: Todos. Quem fez isto? Eles próprios e não Jesus. Portanto, se
você não branquejar as suas vestes no sangue do Cordeiro você não entrará lá.
PS2.:
Muitos dos Calvinistas mantém que quem, depois de confessar o Senhor Jesus, se
envolver em uma vida no pecado, nunca foi de fato salvo. Então lhes pergunto: E
você, tem certeza de que até a morte, nunca vai se envolver em pecado? Eles
respondem: Não sabemos.
Eu, então concluo: Se você não sabe se você não se vai meter em uma vida
pecaminosa até a morte então você não pode ter certeza da salvação.
Você percebe como a imperdibiliadade da salvação exclui a certeza da
salvação?
E-mail, com alguns aditamentos:
Caro irmão E.,
quero salientar que não estamos aqui discutindo
Segurança da Salvação e sim Imperdibilidade da Salvação.
Espero que recebeu ontem o meu e-mail anteriormente
enviado com as respostas aos vers. citados por você no e-mail
anterior.
Recentemente recebi uma lista de mais de 200
versículos como prova da imperdibilidade da salvação. Todos são mal entendidos
e mal aplicados. Nenhum deles ensina de fato a imperdibilidade da
salvação.
Do último e-mail
Primeiro o versículo de II. Timóteo 1:9 "Que
nos salvou e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras,
mas segundo o seu próprio propósito e graça que foi nos dada
Isto é uma afirmação do propósito da criação e uma
afirmação em princípio e não nominal, tipo, Pedro, Edson, Waldemar. Todos foram
chamados desta forma, porém apenas uma parte da população atendeu/atende. Não
se refere a pessoas específicas e sim genericamente e a todos os que crêem e
vem a crer.
O outro versículo: João 5:24 " Na verdade, na
verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou,
tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para
vida."
Observe o tempo do verbo "crê", ele está
no presente do indicativo. No grego ele está no chamado aoristo, isto é no
presente contínuo. Se este versículo quisesse afirmar que a salvação é
imperdível ele forçosamente teria de estar no passado: Na verdade, na verdade
vos digo que quem ouve a minha palavra, e CREU naquele que me
enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da
morte para vida."
Segundo: Há uma controvérsia quanto ao uso do
artigo (considerado oculto no grego) em muitos lugares. Um deles é antes de
"vida eterna". O artigo antes de vida eterna, no grego,
existe apenas em:
I. Jo.3:24 – 25 “Permaneça em vocês, portanto,
aquilo que ouviram desde o princípio. Se permanecer em vocês o que ouviram
desde o princípio, também vocês permanecerão no Filho e no Pai. E esta é a
promessa que ele nos prometeu: A vida, a eterna.”
E o
que aqui é A vida, a eterna? Uma promessa e não uma posse, e está atrelada
em "permanecer, Jesus em nós e nós nele”.
Quando
aparece sem o artigo, como o é no grego em "Na verdade, na verdade
vos digo que quem houve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem
vida eterna," significa qualidade.
A
tradução correta é:
“Com certeza, com certeza lhes digo: Aquele que
crê em mim tem vida eterna”.
A negativa da mesma frase seria: Com certeza, com
certeza lhes digo: Aquele que deixar de crer em mim não tem mais vida eterna
O outro: João 6:37 e 40 " Todo que o Pai me dá
virá a min, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.
É claro que Deus não nos lança fora mas isto não implica que nós não podemos
fugir.
Mas...
Mat. 10:32 – 33 Portanto, todo aquele que me
confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que
está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei
diante de meu Pai, que está nos céus.
Deixou de confessar = negar, será negado (lançado
fora, sim) por Jesus diante do Pai.
Deixou de crer deixou de ter vida eterna.
Não é o caso de um pecado e sim uma atitude perante
Deus e uma vida contínua no pecado.
Tem uma outra palavra com a qual muitos tem
problemas, essa é "lembrar". A versão em Hebr.8:12. Porque serei propício com as suas
ilegalidades, e de seus pecados e de suas infrações jamais me lembrarei."
esta afirmação não implica que Deus esqueceu nossos pecados e
sim que não os leva mais
Aliás tem uma parábola muito clara que Deus não se esquece,
de fato, dos nossos pecados e debaixo de que condições não os leva novamente em
conta.
Veja a parábola
Mat. 18:23. Por isso o
Reino dos Céus é comparado a uma pessoa,
um rei, que queria ajustar as contas com os seus servos.
24. Começando ele, pois, a apurar as contas,
trouxeram-lhe alguém que lhe devia dez mil talentos[1][1].
25. Não tendo ele, porém, com que pagar, seu
senhor ordenou que fosse vendido ele, bem como sua esposa, seus filhos e tudo
quanto possuía, para efetivar-se o pagamento.
26. O servo, com isso, caindo no chão,
prostrou-se diante dele, dizendo: ‘Senhor, seja longânime para comigo e tudo
lhe pagarei’.
27. Compadecido, então, o senhor daquele servo
soltou-o e perdoou-lhe sua dívida.
28. Saindo, porém, esse servo, encontrou outro
conservo seu, que lhe devia cem denários[2][2].
Mas ele, agarrando-o, estrangulava-o, dizendo: ‘Pague-me o que me deve!’.
29. Caindo, então, aos seus pés, seu conservo
implorava, dizendo: ‘Seja longânime para comigo, e tudo lhe pagarei’.
30. Ele, porém, não queria, antes foi e lançou-o na
prisão, até que pagasse o que devia.
31. Vendo, pois, seus conservos o acontecido,
ficaram tremendamente indignados, e foram e contaram ao seu senhor tudo o que
havia acontecido.
32. Chamando-o, então, o seu senhor,
disse-lhe: ‘Servo maldoso! Perdoei-lhe toda aquela
dívida, sendo que você me implorou,
33. Não teria sido sua obrigação ter tido
compaixão do seu conservo, assim como eu tive compaixão de você?!’
34. E, ficando
enraivecido, o seu senhor entregou-o aos torturadores, até que lhe pagasse tudo
que lhe devia.
35. Assim
também o meu Pai celeste lhes fará, a
menos que vocês perdoem a cada um de seus irmãos, do fundo de seus corações, as
suas transgressões.”
Resumindo:
Inicialmente Deus deu o perdão.
O perdoado passou a ter vida eterna.
O perdoado, no entanto não perdoou aos seus devedores.
Deus revogou, sim revogou o seu perdão!!
O perdoado deixou de ser perdoado e consequentemente deixou
de ser salvo.
Pelo fato de a dívida ser impagável = 12 toneladas de prata, a condenação foi eterna.
Assim também... deixa claro de que se refere a aqueles quem
teimam viver no pecado.
"a menos que" é uma condicionante: Se nós não
perdoarmos aos nossos devedores nosso perdão da parte de Deus será revogado.
Não sei o que um pregador da imperdibilidade da salvação
teria a comentar sobre este texto!!
“Jesus já se queixava
que os fariseus de sua época anulavam a Lei pela tradição. O caso da doutrina
(errada) da imperdibilidade da salvação é um caso clássico moderno. As palavras
de Jesus na parábola acima estão anuladas com a doutrina da imperdibilidade da
salvação.
Um querido irmão, defensor da doutrina da imperdibilidade da salvação, depois de ouvir todo o exposto, me disse: Se você tiver razão deveríamos ter uma afirmação clara desta doutrina tipo: quem voltar a viver no pecado perde a salvação.
Mais tarde eu lhe mostrei Romanos 11:17 a 23. Ali está com todas as letras de que podemos perder a salvação se voltarmos à incredulidade: Rom11:22 Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado.
Bem, se assim mesmo você quer
manter a sua doutrina é responsabilidade sua. Só para eu estar convencido
que você realmente crê assim e, de fato, não duvida no fundo do seu
coração me comunique que você sinceramente está disposto, em princípio, a
ir para a condenação eterna, caso você se enganou na sua doutrina, no lugar daquele
que confiou na sua doutrina e por esse motivo foi parar no inferno.
Desafio: Ainda estou aguardando pelo primeiro a assumir esta
responsabilidade por escrito. Meu e-mail é waldemarAROBAwaetech.com.br. A data
do início do desafio: Setembro de 2006. Me comprometo a publicar aqui o número
de irmãos que assumiram por escrito.
Irmãos que desde
Setembro 2006 até Dezembro de 2008 assumiram a responsabilidade sobre a
sua doutrina da imperdibiliade da salvação: Zero
Apesar de dezenas de
milhares de acessos ao site. Aqui está o meu e-mail para que ninguém se escusa:
waldemarAaRrOoBAwaetch.com.br
ACOMPANHE A ATUALIZAÇÃO.
Não leve a sério o que
os seus mestres espirituais ensinam mas não assumem!!
Parece que em reação
inconformada com este artigo alguém escreveu em uma lista que ele supunha que
aqueles que não acreditavam na imperdibilidade da salvação não eram verdadeiramente
salvos!
Bem, isto seria uma nova revelação
de uma nova doutrina que não se encontra nas Escrituras!! Se alguém acredita em
novas revelações pode acrescentar à esta intermináveis heresias adicionais.
No amor do Senhor e Salvador Jesus
Cristo
seu amigo e irmão
Waldemar Janzen