ALGUNS COMENTÁRIOS E ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O ROMANCE
ESTE MUNDO TENEBROSO
DE
Frank E. Peretti
Nesta época é difícil, apesar dos muitos lançamentos de livros, encontrar literatura que não apresenta riscos de ferir a nossa ética e moral cristã e a sã doutrina da Bíblia. Violência, sexo, safadeza e horror considerados são ingredientes literários obrigatórios para promover as vendas. O mal ainda, geralmente, é o herói da história. Não é de se admirar, portanto, que o mundo cristão aplauda o lançamento de um romance que aponta para alguns aspectos fundamentais da nossa fé e focaliza o inimigo da nossa vida espiritual além de mostrar a vitória do bem sobre o mal, a necessidade de oração e as astúcias do nosso arqui-inimigo, Satanás.
O comentário positivo da obra praticamente se esgota com isto.
O livro apresenta um cenário policial em torno de uma conspiração grosseira de uma sociedade que quer implantar o monopólio da “Nova Era” à partir de uma cidadezinha e tenta evidenciar a batalha que se trava, paralelamente, no mundo espiritual.
As hostes espirituais da maldade e os guerreiros angelicais mais se assemelham aos conceitos de espíritos bons e espíritos maus, espíritos altos e espíritos baixos, não se encontrando o seu paralelo ba Bíblia.
A cobertura suficiente de orações para a realização das intervenções divinas é idéia emprestada de Paul(hoje David) Yongi Chou e não se encontra na Bíblia. Págs. 48, 133, 165 185, 186, 196, 199*, 200*, 270, 293, 294, 295, 329, 367, 410, 411.
A batalha espiritual se desenvolve nos conceitos do prof. Peter Wagner do Fuller Teological Seminary e discípulo de John Wimber, conceito este também estranho às Sagradas Escrituras. Págs. 51, 64,65,67, 125*, 270, 274, 287, 396, 412.
A obra apresenta uma série de doutrinas alheias à Bíblia tais como:
- Anjos e potestades/demônios territoriais. Págs. 46, 394, 5, 47, 106, 107, 132, 147, 272. (Mesmo que Daniel 10:13 comenta o Príncipe do reino da Pérsia, isto não nos dá base bíblica para estendermos este conceito a todas as regiões, mesmo ainda quando pessoas obtém os nomes e a hierarquia destes espíritos da maldade deles próprios através dos espíritas, como o fez Peter Wagner.
- Anjos e demônios com asas.
- Destruição de demônios. Págs 249, 292.
- Os anjos não se conhecem espontaneamente entre si.
- Demônios de complacência, ódio, lascívia, derrame cerebral, problemas mecânicos, bruxaria, feitiçaria, rebeldia, etc. Págs. 51, 115, 153, 154, 187, 170, 171.
- Sonhos/pesadelos com aparições, Pág. 60.
- Orar por algo inexplicável. Págs. 76,243.
- Sentir o calor do espírito Santo fluir através do seu corpo. Pág. 125.
- Demônios pedindo perdão. Pág. 125.
- O anjo de Deus se encontra em pé de igualdade com o demônio e não sabe se pode vencer o anjo das trevas. Pág. 407, 410, 411, 413.
- A luta se trava com espadas (nem uma vez é mencionado de que se trata da Palavra de Deus>, supremacia quantitativa e cobertura suficiente de orações. Págs. 410, 411, 413.
- Os anjos necessitam das orações dos crentes para se saírem vitoriosos.
Outras questões:
A revista Times é totalmente controlada por homens do tipo Kaseph, quer dizer da nova era, e, portanto, jamais ofereceria um emprego ao publicamente conhecido Marshall Hogan.
O argumento de que Busche não estuprou Carmen não é porque ele é um cristão e sim porque ele é um escoteiro. Pág. 373.
Na pág. 412 o anjo Tal fala a Rafar: “O Senhor te repreenda”, na linha seguinte, Edith Duster diz: “... em nome de Jesus nós o repreendemos”, e, logo em seguida,, o Remanescente proclama: “Nós o atamos”.
Pela Bíblia nós temos a ordem de resistir ao diabo para que ele fuja de nós (Tiago 4:7). O diabo e, conseqüentemente, todos os seus anjos/demônios, só será atado/amarrado por Deus por mil anos no início do Milênio, Apoc. 20, portanto, não adianta comandar atar os demônios agora. Não temos nenhuma ordem nem tão pouco autoridade para tal. Que pena que isto não é possível. O próprio texto do romance faz subentender, no entanto, também este fato. Se tivéssemos tido êxito em atar de fato os demônios, eles não teriam mais incomodado os guerreiros no prosseguimento do romance.
Anjos e demônios jogam demônios no abismo, subentendendo-se inferno ou lago de fogo. Pág. 46, 47,127. No caso de se referirem ao inferno seria um equívoco, pois lá se encontram apenas espíritos de pessoas falecidas mas nem anjos e nem demônios. Segundo Apoc. 19:20 os primeiros a serem lançados no lago de fogo são a Besta e o Falso Profeta e isto somente imediatamente antes do milênio. Por enquanto o lago de fogo ainda está vazio.
A descrição de batalhas entre anjos e demônios tem muitos ingredientes e semelhanças com filmes de ficção sobre invasão de extraterrestres.
Creio que, com a leitura deste livro, nos está acontecendo algo bem parecido com uma das cenas deste romance e que se desenrola junto ao prédio onde se realiza a reunião com Kaseph para planejarem a tomada final de Ashton. O anjo Guilo atrai a atenção dos demônios sobre si através de um grito de guerra e evoluções provocativas fantásticas e que por causa disto eles o perseguem até longe de lá. Afastando-se da tarefa essencial a de guardar o prédio contra intrusos (Pág 197). Estamos acompanhando com entusiasmo, através da leitura deste romance, a uma cena espetacular de batalha e da vitória dos anjos e servos de Deus sobre as hostes da maldade, o que nos deixa muito felizes, mas através desta mesma leitura fomos despercebidamente infiltrados com doutrinas falsas, doutrinas de demônios, provenientes da religião da Nova Era, exatamente o movimento que o romance pretende combater e destruir.
Pergunto: É possível curar um mal com o remédio errado? É lícito mentir para os desonestos? É possível combater as trevas com bases fictícias e ou falsas/errôneas? A resposta é obvia.
Convém que estejamos revestidos com toda a verdade todos os tempos e contra todos para não sermos desarmados humilhantemente por justa causa. O fim não justifica os meios.
O “merchandising” do livro me parece objetivar, ainda, “vender” a doutrina da falsa guerra espiritual aos cristãos comprometidos com as verdades bíblicas. Pág. 67, 74,104. Ceder em um erro pré-dispõe para aceitar um segundo e assim por diante.
Sete (Seth
Waldemar Janzen, março de 1993
Waldemar, setembro de 2004
É só dar uma verificadinha nas igrejas “avivadas” atuais para perceber o quanto deste romance foi assimilado desde 1993!
Vergonha para estes líderes!!
Romanos 16:18 Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre (ganho, evangelho da properidade. NR); e, com suaves (observem a fala soft dos enganadores atuais. NR) palavras e lisonjas (e as palavras de auto estima. NR), enganam o coração dos símplices.